Diocese do Funchal - Ano Pastoral 2018 / 2019 - "Ser Cristão, viver em Missão" Ano Missionário extraordinário: "Todos, tudo e sempre em Missão"

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Homilia de D. António Carrilho, Bispo do Funchal - na Missa  e “Te Deum”, no final do Ano de 2010 - Sé do Funchal, 31 de Dezembro de 2010

Com gestos de Paz, um futuro de Esperança e de Alegria!


“Deus nos dê a sua bênção” (Sl 67).
Sob a protecção e bênção de Deus, que a todo o tempo nos comunica os Seus dons e carismas, celebramos em jubilosa Acção de Graças o final de mais um ano. Em Eucaristia, recordamos as dádivas recebidas, as alegrias e sofrimentos do caminho percorrido, pedindo ao Senhor que os transforme e transfigure em dons de Amor, na oferta das nossas vidas.
É certo que perduram na memória do coração os eventos que marcaram dolorosamente o nosso povo e a Madeira, nas suas estruturas e instituições. Quem poderá esquecer alguns momentos de sofrimento, vividos ao longo deste ano, de um modo especial a perda de vidas e bens, provocada pelas intempéries do dia 20 de Fevereiro?

O corajoso empenho de todos
Mas os gestos de solidariedade e o corajoso empenho de todos, quer dos poderes públicos, quer de muitas instituições privadas e da população em geral, na reconstrução da nossa cidade e dos locais atingidos pelos temporais, neste momento falam bem mais alto que a destruição, ainda que sem esquecer a dor e o sofrimento de ninguém.

Neste dia em que a Igreja celebra a solenidade da Santa Mãe de Deus, ao recordarmos aqueles dolorosos acontecimentos, o nosso olhar, cheio de gratidão filial, dirige-se para a Senhora do Monte, nossa Padroeira, sempre invocada com muita fé e confiança. Dirige-se, também, para a Imaculada Conceição, que em horas de tão grande sofrimento, se tornou um verdadeiro sinal de consolação e de esperança, deixando bem visível o seu carinho de Mãe, naquela imagem intacta da Capela das Babosas, totalmente desaparecida no Monte.

Por todos os gestos de caridade, humanismo e entreajuda fraterna, no aspecto material ou espiritual, pela beleza e alegria que voltaram a ressurgir na nossa terra, e em comunhão com os irmãos que partiram para a Casa do Pai, cantamos em jubilosa esperança: Te Deum Laudamus! Nós Vos louvamos, ó Deus!

Para ler toda a Homilia, carregue aqui

Paz à sua Alma!

Faleceu Maria José da Silva do sítio de Sto. António, Paróquia de Santana. O seu funeral é na Segunda feira, dia 3 de Janeiro com Missa de Corpo Presente às 15h na Igreja Paroquial de Santana. Rezemos pelo Eterno Descanso da sua Alma. PN, AM, GP.

A minha Oração no final do Ano

Senhor Deus, dono do tempo e da eternidade,
Teu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro.

Ao acabar mais um ano,
quero Te dizer obrigado por tudo aquilo que recebí de Ti.

Obrigado pela vida e pelo amor, pelas flores, pelo ar e pelo sol,
pela alegria e pela dor, pelo que foi possível e pelo o que não foi.

Ofereço-te tudo o que fiz neste ano, o trabalho que pude realizar,
as coisas que passaram pelas minhas mãos e o que com elas pude construir.

Apresento-te as pessoas que ao longo destes meses amei,
as amizades novas e os antigos amores.

Os que estão perto de mim e aqueles que pude ajudar,
as com quem comparlilhei a vida, o trabalho, a dor e a alegria.

Mas também, Senhor, hoje quero Te pedir perdão.
Perdão pelo tempo perdido, pelo dinheiro mal gasto,
pela palavra inútil e o amor desperdiçado.

Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito,
perdão por viver sem entusiasmo.

Também pela oração que aos poucos fui adiando e que agora venho apresentar-Te,
por todos meus esquecimentos, descuidos e silêncios,
novamente Te peço perdão.

Amanhã começaremos um novo ano.
Coloco a minha vida diante do novo calendário e apresento-Te estes dias, que somente Tu sabes se chegarei a vivê-los.

Hoje, Te peço para mim, meus parentes e amigos, a paz e a alegria,
a fortaleza e a prudência, a lucidez e a sabedoria.

Quero viver cada dia com otimismo e bondade,
levando a toda parte um coração cheio de compreensão e paz.

Fecha os meus ouvidos a toda a falsidade e os meus lábios a palavras mentirosas, egoístas ou que magoem.

Abra sim, o meu ser a tudo o que é bom.
Que o meu espírito seja repleto somente de bênçãos para que as derrame por onde passar.

Senhor, aos meus amigos que lêem ou ouvem esta mensagem,
enche-os de sabedoria, paz e amor.
E que a nossa amizade dure para sempre nos nossos corações.

Enche-me, também, de bondade e alegria para que todas as pessoas que eu encontrar
no meu caminho possam descobrir em mim um pouquinho de Ti.

Dá-nos um ano feliz, e ensina-nos a repartir a felicidade.
Amém!

Paz à sua Alma!

Faleceu António Marques de Gouveia da Feiteira de Cima, Paróquia de Santana. O seu funeral é no Domingo, 2 de Janeiro, com Missa de Corpo Presente às 15h na Igreja Paroquial de Santana. Missa do 7º dia na 4ª feira em Santana. Rezemos pelo Eterno Descanso da sua Alma. PN, AM, GP.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Paz à sua Alma!

Faleceu Manuel João Teixeira Marques de Queimadas e Fontes na Paróquia de Santana. O seu funeral é na sexta feira, 31 de Dez. com Missa de corpo presente às 14h na Igreja Paroquial de Santana. Rezemos pelo eterno descanso da sua Alma. PN, AM, GP.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Paz à sua Alma!

Faleceu João Teixeira de Freitas do Pico Guindaste, Paróquia do Faial. Missa de Corpo presente na Igreja do Faial, Terça feira 28 de Dez às 14h seguida de funeral. Rezemos pelo Eterno Descanso da sua Alma. PN, AM, GP.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Homilia de Natal de D. António Carrilho, Bispo do Funchal - Missa da Meia-noite - No coração da noite nasce uma grande Esperança!

É Natal, nasceu Jesus!
 
Conduzidos pela Luz que nos vem de Belém e escutando o alegre anúncio do Anjo, corramos apressados à gruta e sintonizemos o Cântico de Louvor, que encheu aquela noite com o coro dos Anjos: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2,14). Jesus veio fazer a Sua tenda entre nós! “Hoje nasceu o nosso Salvador, Jesus Cristo, Senhor!” (Lc 2,11). Deus está verdadeiramente e para sempre no meio de nós. Vamos a Belém!
 
A liturgia do nascimento de Deus Menino está penetrada de uma Luz admirável, que ilumina toda a terra, vence as sombras do mal e do pecado, ilumina o coração da Humanidade. O Verbo Encarnado assume a condição humana e dignifica-a. “Reconhece, ó cristão, a tua dignidade”, lembra-nos S. Leão Magno. Em Jesus, Deus manifesta a Sua proximidade e amor sem limites por cada homem e por cada mulher.
 
A vinda do Messias esperado
 
Na primeira leitura somos surpreendidos pelo oráculo do profeta Isaías, que anuncia ao povo de Israel, numa explosão de alegria e forte esperança, a realização das promessas messiânicas: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento” (Is 9,1). Isaías anuncia a vinda do futuro Messias, um “Menino” da descendência de David, que será chamado “Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz” (Is 9,6). Com a vinda do Salvador, desaparecerá a opressão, o cativeiro e a guerra. O povo conhecerá, finalmente, a paz e a prosperidade.
 
A segunda leitura, da Carta de S. Paulo a Tito, evidencia o indizível amor de Deus, que vem ao encontro da Humanidade fragilizada pelo pecado e lhe oferece o dom do Seu próprio Filho, Cristo Jesus. “Manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens, ensinando-nos a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos para vivermos, no tempo presente, com temperança, justiça e piedade…” (Tito 2,1). Paulo interpela a comunidade cristã para viver, com autenticidade e coerência, o seu compromisso baptismal; de facto, na vida do cristão deve transparecer e manifestar-se a sua identidade com Cristo.
 
O Rosto da Ternura do Pai
 
No coração desta noite nasce uma grande Esperança para a Humanidade de todos os tempos e a glória do Senhor inunda toda a terra. No Menino de Belém podemos contemplar o Rosto da inefável Ternura do Pai. Jesus é a imagem perfeita do Deus invisível.
 
O texto do Evangelho de S. Lucas, por sua vez, faz ressaltar o contraste entre a grandeza e majestade do Filho eterno do Pai, Senhor da História, e as condições humildes e pobres do Seu nascimento, na gruta de Belém. O sublime mistério do amor de Deus revela-se sempre de uma forma simples e discreta, também hoje, aqui e agora, porque Deus continua a vir até nós, na humildade e no silêncio dos corações.
 
“Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é Cristo Senhor” (Lc 2,11). E tal como outrora os pastores, somos nós convidados a contemplar, com admiração e apreço, a atitude adoradora de Maria e de José, que nos apresentam o Filho de Deus, o Verbo eterno do Pai, envolto em panos e deitado numa manjedoura.
 
O verdadeiro espírito do Natal
 
Caros diocesanos, convosco faço ressonância da mensagem do Anjo em Belém: dou-vos uma grande alegria, também hoje nasceu para nós Jesus Salvador! Vamos a Belém e aprendamos a viver o verdadeiro espírito da celebração do Natal. É que Natal é Jesus connosco, abrindo os seus braços de Menino, para nos acolher e comunicar a Sua Paz e o Seu Amor.
 
Embora seja por demais falada e conhecida a grave crise que assola a comunidade mundial, com reflexos inevitáveis na vida dos portugueses, importa não cair no desalento e na angústia, mas superar as dificuldades com o ânimo e a coragem da fé. Em tempo de Natal, deixemo-nos interpelar pela ternura do Deus Menino, que nos revela, com uma nova luz, a grandeza e a dignidade da vida humana, e nos dá a força de uma esperança viva.
 
Nos nossos dias, embora a vivência da festa do Natal possa aparecer com novas e variadas expressões, no âmbito social e religioso, nem sempre com a dimensão da fé tão acentuada como na sua origem, o crente nunca poderá esquecer a necessidade e a urgência de pautar a sua vida pela proposta de salvação, oferecida pelo nosso Deus.
 
Jesus é a Boa Nova do Pai, o maior presente de Natal! Só Ele pode libertar, efectivamente, o homem e a mulher, apontando-lhe novos ideais e caminhos de descoberta do verdadeiro sentido da vida, de uma vida de qualidade, uma Vida em abundância (cf. Jo 10,10).
 
Sem Jesus, não há Natal
 
Para quem crê, sem Jesus não há verdadeiro Natal; a festa, quando é apenas exterior, por mais bela e atraente que seja, não comporta o dinamismo espiritual de resposta às aspirações mais fundas do coração humano. Cristo abre horizontes de vida e projecta o homem na transcendência de Deus!
 
Neste Natal, saibamos abrir os corações aos desígnios e projectos de Deus, aprendendo a lição do Presépio, feita de sabedoria e humildade, na oferta de nós próprios aos outros, do nosso tempo e dos nossos bens, prestando uma especial atenção aos mais pobres e desprotegidos, dando um contributo efectivo para a erradicação da pobreza e da exclusão social.
 
Que a lição do Presépio nos desperte e estimule à partilha de bens, à fraternidade e ao amor solidário, para uma maior vigilância e atenção aos sinais dos tempos e suas implicações na vida pessoal e social de cada um de nós.
 
Saudação natalícia
 
Caros diocesanos, nesta Santa Noite de Natal, comungo convosco a alegria das famílias reunidas, o afecto fraterno das mais variadas formas de entreajuda solidária, o testemunho de fé de tantos lares cristãos e comunidades paroquiais e, em especial, os sentimentos de louvor e gratidão a Deus pelo dom de Jesus Menino.
 
Boas Festas de Natal para todos vós aqui presentes, vossos familiares e amigos; para quem nos visita nesta quadra natalícia; para quantos nos acompanham através da rádio e da internet, em especial os doentes, idosos e reclusos. Boas Festas para os nossos emigrantes, aqueles que em terras distantes procuram viver as tradições cristãs das suas origens. Boas Festas para toda a população da Madeira e Porto Santo. Que o Deus Menino a todos envolva na Sua Luz!
 
Como disse na minha recente Mensagem de Natal, o Menino de Belém é o “Sorriso de Deus” para toda a Humanidade; sejamos nós, também, “sorriso de Deus” que acolhe, aproxima, perdoa e ama.
 
Boas Festas! Paz, alegria e esperança! Santa e Feliz Noite de Natal!
 
Funchal, 24 de Dezembro de 2010
 
† António Carrilho, Bispo do Funchal

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Missa do Parto - Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010 - Paróquia: espaço de memória e pertença

Palavra de Deus

2 Sam 7, 1-5... - O Reino de David durará para sempre.
Sl 88 (89) - Senhor, cantarei eternamente a vossa bondade.
Lc 1, 67-79 - O Benedictus, o Cântico de Zacarias.

Meditando a Palavra

Zacarias é uma das figuras do Advento. De incrédulo passa a crente e, com a língua solta, canta as maravilhas de Deus, recordando todos os feitos do Senhor em favor do seu Povo. É o cântico que a Igreja canta todas as manhãs na Hora de Laudes. O Benedictus de Zacarias é uma exultação no Espírito Santo. Resulta do facto de o Espírito Santo o ter feito compreender as antigas profecias e as promessas de Deus atingiram a sua realização. Tudo o que o Senhor tinha prometido pela boca dos profetas e que todos os justos recordavam e guardavam no coração, na esperança da sua realização, finalmente cumpriu-se. Só o Espírito Santo nos poderá dar um olhar novo sobre a realidade, com gratidão, reconhecendo a acção de Deus na história e na nossa vida. Só com este olhar de Deus poderemos ver o presente e o futuro com confiança, na certeza que Deus caminha connosco. Nós somos o Seu Povo e Ele é o nosso Deus.
Uma leitura pastoral

Na paróquia nascemos para a vida cristã pelo baptismo. Nela crescemos e nos formamos na fé. É na Paróquia que a comunhão eclesial é vivida de forma efectiva porque nela temos o primeiro momento de localização e visibilização da Igreja na sociedade. É aí o lugar mais normal onde a maioria dos crentes vive e alimenta a sua fé. Na Paróquia integramos uma historia comunitária que continuará connosco e depois de nós. Enquanto casa de relação, é espaço de histórias, de encontros, de vidas partilhadas e construídas. De casa vamos para a paróquia e da paróquia voltamos as nossas casas. Ela faz parte da nossa família, do lugar onde pertencemos. A paróquia é o lugar onde a solidão se recria em comunidade. Nela celebramos o memorial da Páscoa, a intercessão da Virgem Santa Maria, a memória dos Santos, a oração de sufrágio por aqueles que já partiram. Na paróquia celebramos toda uma Igreja, peregrina, em purificação e na eternidade. Sabemos, porque acreditamos, que não estamos sós mas integramos uma corrente forte, ininterrupta de vida e de tradição. Não somos apenas um povo, mas um Povo de Deus. Somos uma comunidade aberta, anunciadora, em diálogo constante com o mundo e, sempre ao mesmo tempo, uma Igreja que sabe acolher.

Para reflectir

A nossa Paróquia sabe acolher e abrir-se à sociedade?
O que é que a Paróquia me dá e o que é que eu dou à Paróquia?
Que caminhos a Paróquia gera em vista da pertença e da memória?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Missa do Parto - Quinta-feira, 23 de Dezembro - Paróquia: lugar do Anúncio e da Missão

Palavra de Deus

Mal 3, 1-4.23-24 - "Vou enviar o meu mensageiro, para preparar o caminho diante de Mim".
Sl 24(25) - Erguei-vos e levantai a cabeça: está perto a vossa redenção.
Lc 1, 56-66 - O nascimento de São João Baptista.
Meditando a Palavra
O refrão do Salmo convida a erguer-se, a levantar a cabeça e a esperar o Senhor que vem. É já um anúncio que nos enche de confiança. Nasce João - dado por graça de Deus - e há toda uma família e toda uma vizinhança que se alegra com o seu nascimento. Nasce para preparar a vinda do Senhor. Realiza-se assim a profecia de Malaquias. Zacarias, o pai de S. João, teve grande dificuldade em acreditar no anúncio do Anjo e por isso ficou mudo. A falta de fé torna-nos mudos; deixa-nos sem forças para anunciar. Zacarias faz uma caminhada de fé, da dificuldade em crer até ao reconhecimento das maravilhas de Deus e sua língua solta-se e começou a falar, bendizendo a Deus. S. João nasce e a mão do Senhor estava com ele. Nasce para anunciar, para ser a voz que anuncia a Palavra. Ele brada, grita no meio dos desertos que a vinda do Senhor está breve.

Uma leitura pastoral

Paróquia torna-te aquilo que és: sê o que és na mente de Jesus, no dom do Espírito, na tua própria fé. Anuncia a salvação de Deus, de Deus que se faz próximo, presente, mesmo quando a nossa fé se torna ausente. Da Eucaristia celebrada, a missa desafia-nos à Missão que não é apenas um ecoar dentro, mas um transbordar para fora, para os que estão longe, para os “rituais” da vida quotidiana. Da fé celebrada passamos à fé vivida. A missão fundamental da paróquia é ser lugar que favorece o encontro entre a fé cristã e as condições de vida de cada dia. A vocação cristã não implica o abandono da condição própria das formas da vida humana, requerendo, pelo contrário, que o Evangelho encontre um lugar dentro desse contexto.

Para reflectir

A paróquia conhece a realidade dos problemas e as aspirações das pessoas que vivem no seu território?
A paróquia favorece e acompanha a acção dos leigos na evangelização da família, da cultura, do mundo social e politico, e dos meios de comunicação social?


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Missa do Parto - Quarta-feira, 22 de Dezembro - Paróquia: comunidade que reza e celebra


Palavra de Deus

1 Sam 1, 24-28 - Ana dá graças pelo nascimento do seu filho Samuel.
1 Sam 2 - O meu coração exulta no Senhor, meu Salvador.
Lc 1, 46-56 - O Magnificat de Nossa Senhora.

Meditando a Palavra

Nestas leituras podemos perceber de imediato o louvor e o agradecimento feito oração, diálogo de gratidão para com Deus e as suas maravilhas. Uma estéril e uma Virgem dão à luz e tornam-se, diante do impossível, mães fecundas. Diante da intervenção de Deus, diante das maravilhas de Deus elas cantam, louvam, agradecem. Todo o magnificat é um bordado feito por fios do Antigo Testamento. Prova, assim, que Maria reza através da própria Escritura. As suas palavras não são apenas as suas palavras mas Ela reza a Palavra de Deus e a actualiza na Sua vida. A minha alma glorifica o Senhor. O que é glorificar? É dar importância. É dar espaço a Deus na minha vida, nos meus projectos e sonhos. Rezar é isso mesmo; é falar com Deus, para que em tudo, Ele esteja presente. Maria rezou com a Palavra de Deus. Que a nossa oração seja não só um tempo para falar com Deus mas também um tempo para ouvir Deus a falar connosco. Só assim será um verdadeiro diálogo.



Uma leitura pastoral

Falar de Paróquia é falar de uma casa e escola de oração, de um espaço de silêncio ou de uma assembleia que reza e louva com cânticos e preces. Paróquia é sempre uma comunidade que reza a vida e celebra a fé. Nela ecoa o convite do Senhor de rezar sem cessar; de um rezar não apenas com os lábios mas um conservar sempre o contacto interior com Deus, um saber sempre o que é belo, o que é bom, o que é agradável a Deus. De tantas formas de rezar, de celebrar, de dialogar com Deus a Eucaristia é o centro da comunidade orante, viva e missionária. Quando já não posso falar com ninguém, a Deus sempre posso falar. Se não há mais ninguém que me possa ajudar, Ele pode ajudar-me. Se me encontro confinado numa extrema solidão… o orante jamais está totalmente só.

Para reflectir

A Paróquia é uma escola de oração?
Cuidamos da celebração eucarística como momento principal da vida da paróquia?


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Missa do Parto - Terça-feira, 21 de Dezembro - Paróquia: comunidade em festa

Palavra de Deus

Sof 3, 14-18ª – “Clama jubilosamente, filha de Sião…O Senhor está no meio de ti…”.
Sl 32 (33) – Alegrai-vos, justos, no Senhor, cantai-Lhe um cântico novo.
Lc 1, 39-45 – A Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.

Meditando a Palavra

“Clama jubilosamente”, brada o profeta Sofonias; “Alegrai-vos”, canta o salmo. João dá um salto de alegria ao pressentir a presença de Jesus no seio de sua mãe. Todas as leituras ecoam alegria. O profeta fala do júbilo, com belas imagens de grande alegria e de louvor, de exagero nas imagens apresentadas, onde quase saltamos de emoção ao ouvir. E porquê tanta alegria? Faz sentido no meio de tanta crise falar de alegria e estar alegres? Sim, faz sentido. Faz sentido porque o Senhor está connosco. Ele é a causa da nossa alegria; de uma alegria que até pode conviver com as tristezas e dificuldades; uma alegria que não passa nem nos ilude. O tempo de Natal é tempo de alegria não porque na vida tudo nos corre muito bem, mas porque Deus nos visita. É este o sentido da visita e da alegria entre Maria e Isabel. Visitam-se porque Deus as visitou primeiro e João no seio de sua mãe não fica indiferente, mas realiza as palavras de Sofonias ao saltar de júbilo na presença do Senhor. Seja o Natal um tempo de alegria; um tempo em levar alegria aos corações mirrados e azedos pela falta de amor. Deixemos de estar sempre tão tensos, preocupados e superocupados e vivamos a alegria de poder servir o Senhor da Alegria.

Uma leitura pastoral

Deus é a alegria do homem e o homem é a alegria de Deus. A comunidade reunida deve ser marca da alegria de Deus. O Domingo é dia da alegria porque é o dia do Senhor que nos visita, o Senhor da alegria. Das festas aos arraiais, das luzes às músicas, do fogo que estala no ar às flores que embelezam os altares tudo faz sentido se acontece o encontro com Deus na Palavra, no irmão e na Eucaristia. A festa cristã, a alegria cristã nasce da presença de Deus, nasce do encontro, da amizade que circula entre os participantes, pela alegria que brota do coração dos membros da comunidade, pela capacidade de amar e de fazer o bem à imagem do encontro com Cristo. A Eucaristia deve ser a mais festiva de todas as festas da Paróquia. Nela encontramos Cristo vivo e presente no meio da comunidade.

Para reflectir

Não será urgente descobrir a verdadeira alegria? Serão as nossas paróquias comunidades alegres no Senhor?
Em que medida as nossas festas e arraiais serão expressão do encontro com Cristo?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Missa do Parto - Segunda-feira, 20 de Dezembro - Paróquia: lugar da escuta

Palavra de Deus

Is 7, 10-14: "A Virgem conceberá a dará à luz um filho".
Sl 23(24) - O Senhor virá: Ele é o Rei da glória.
Lc 1, 26-38 - Anunciação do Anjo a Nossa Senhora.

Meditando a Palavra

Maria é uma das maiores figuras do tempo do Advento; um verdadeiro tempo mariano. Acaz não quer ouvir o profeta, não quer pedir um sinal, mas o sinal será dado e a jovem virgem conceberá e o seu nome será Emanuel. Estas palavras do profeta Isaías realizam-se plenamente no Evangelho. É uma das passagens mais fortes e belas de todo o Novo Testamento. Podemos realmente afirmar que aqui começa o Novo Testamento, exactamente com a saudação do Anjo Gabriel: “Ave”, quer dizer alegra-te Maria, rejubila. É uma saudação de alegria que anuncia um tempo novo, uma boa notícia, um verdadeiro Evangelho da alegria. E porque tanta alegria? É possível ainda alegrar-se nos dias de hoje com tantas más notícias e tanta luta e tanta responsabilidade? Sim, é possível. É possível porque Deus está connosco. No Evangelho de hoje vemos a beleza da iniciativa de Deus que vem e a beleza da liberdade humana que responde e responde escutando a palavra de Deus e cumprindo-a. Faça-se em mim, segundo a Vossa Palavra. É esta a resposta de Maria; deverá ser esta a nossa resposta. Quando assim acontece nasce Cristo. Nasce nas nossas palavras e gestos, no nosso testemunho e vida. É impressionante que em todos os Evangelhos Maria apenas fale em quatro situações e tantas vezes surge silenciosamente, na escuta, guardando tudo em seu coração.

Uma leitura pastoral

Toda a paróquia é casa de oração e casa da Palavra. É escuta atenta da voz de Deus que nos fala como amigos. Foi o amor que levou Deus a descer ao nosso encontro e a usar gestos, sinais, sons, símbolos e palavras, para nos comunicar a vida que tem para nós. Cristo é a Palavra de Deus feita carne, o ponto mais alto da comunicação de Deus. N’Ele Deus diz-se completamente. Da Igreja, o cristão recebe a Bíblia; com a Igreja, lê-a e partilha o seu espírito e objectivos, procurando, assim, a finalidade suprema de todo o encontro com a Palavra, como Jesus nos ensinou: o cumprimento da vontade de Deus com uma vida de fé, de esperança e caridade no seguimento do Mestre. Desconhecer a Palavra de Deus é desconhecer o próprio Cristo (São Jerónimo).

Para reflectir

A Paróquia assume a Palavra como luz para a vida, alimento da oração, formação da comunidade e sustento da missão?
Na acção pastoral da Paróquia há formação bíblica, encontros de partilha e reflexão que levem ao conhecimento e ao anúncio da Palavra?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Paz à sua Alma!

Faleceu Ana de Jesus Rodrigues de Mendonça do sítio da Fonte da Pedra, Paróquia de Santana. O seu funeral é na Quarta feira, 22 de Dezembro com Missa de Corpo Presente na Igreja Paroquial de Santana às 15h. Rezemos pelo Eterno Descanso da sua Alma. PN, AM, GP.

Fundo Social da Diocese do Funchal

Fundo Social da Diocese do Funchal
 
 
·        Para ajudar famílias em situações especiais de pobreza, por razões de desemprego e outras maiores necessidades no apoio às crianças, doentes e idosos.
 
·        Deseja e pode colaborar? – Entregue a sua oferta nas Missas do próximo dia 2 de Janeiro, nas igrejas e capelas da nossa Diocese.
 
·        Se preferir, pode depositar o seu donativo na conta “Diocese do Funchal-Fundo Social” – NIB: 003800003832837277126. (BANIF)
 
·        A Diocese agradece a generosidade dos fiéis, sempre demonstrada perante situações e causas difíceis. Não falta, certamente, neste tempo de crise e dificuldades, o estímulo do Amor-Caridade da quadra natalícia.
 
·        Não haverá Natal sem espírito e gestos de fraternidade!

MENSAGEM DE NATAL DE D. ANTÓNIO CARRILHO, BISPO DO FUNCHAL - Jesus Menino, Sorriso de Deus para a Humanidade!

Caros diocesanos da Madeira e Porto Santo: a surpreendente mensagem proclamada pelo Anjo, na noite de Natal de há dois mil anos, vem abrir perspectivas de esperança e de alegria no coração e na vida de cada homem e de cada mulher. Alegrai-vos, Jesus nasce para nós!

Embora preocupados com a crise actual, que a todos afecta, continuamos a escutar os passos silenciosos do Menino de Belém, que vem visitar o Seu povo, em tempos de incerteza e sem grandes horizontes. Parece-nos um desafio difícil de aceitar, mas Deus não abandona a Humanidade e coloca a Sua tenda entre nós. Deus é Vida e veio inundar-nos de Luz e de Esperança! Com o nascimento de Jesus, a grandeza e a dignidade da vida humana encontram um novo sentido e um novo projecto. Vamos a Belém! “O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós” (Jo 1, 14).

Por todos os lados, na nossa terra, ouvem-se e vêem-se os sinais do Natal: os presépios e as “lapinhas madeirenses”, os estandartes do Menino Jesus em muitas casas, a música e o canto, as iluminações, as árvores e os enfeites de Natal. Ressaltam, sobretudo, os afectos partilhados em ondas de solidariedade e de ternura para com os mais pobres e abandonados, os doentes, os idosos, os desempregados e todos os que sofrem em geral.

Como Bispo desta Diocese, convido-vos a contemplar no presépio, preparado nas famílias e noutras instituições, nas ruas, nas igrejas e capelas, o inefável amor de Deus, que chegou até nós pelos caminhos da humildade e da simplicidade. A lição do presépio é admirável! Façamos no nosso coração um “presépio vivo” e levemos Jesus a todas as pessoas, a quantos se cruzam connosco na vida de cada dia e, em especial, nesta quadra de Natal.

Olhai em redor e prestai generosa atenção a todos. Fazei nascer e brilhar uma nova Estrela de Belém no coração de quem vive em situações de abandono e solidão, de quem perdeu a esperança e a alegria de viver. Que o Amor de Jesus Menino, traduzido na generosidade e na entrega de vós mesmos, seja o mais belo postal de Boas Festas natalícias. Seja Ele, também, a melhor prenda deste Natal!

Boas Festas a todos os diocesanos, aos nossos emigrantes e aos turistas, que visitam a nossa terra nesta quadra festiva. O Menino de Belém é o “Sorriso de Deus” para toda a Humanidade; sejamos nós, também, “sorriso de Deus” que acolhe, aproxima, perdoa e ama. Alegria e Esperança! Santo e Feliz Natal para todos!


Funchal, 19 de Dezembro de 2010

                                                                                                 † António Carrilho, Bispo do Funchal

Missa do Parto - Domingo, 19 de Dezembro - IV Domingo do Advento - Paróquia: escola de serviço e caridade

Palavra de Deus

Is 7, 10-14 - "Há-de a Virgem conceber e dar à luz um Filho, a quem porá o nome de Emanuel"
Sl 23 - Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.
Rom 1, 1-7 - Jesus Cristo é da linhagem de David e Filho de Deus.
Mt 1, 18-24 - Anunciação a São José.

Meditando a Palavra

Uma das grandes figuras do Advento é São José. É modelo do homem atento e disponível, generoso. Não deu apenas algo de si mas deu-se inteiramente à missão tão discreta e ao mesmo tempo tão importante de proteger e cuidar Maria e Jesus. Confiou sempre n'Aquele que o chamou e teve sempre consciente que a obra não era dele, mas d'Aquele que o escolheu, chamou e enviou. José percebe que não é o salvador; Jesus é que é o Salvador, é o Emanuel, o Deus connosco. Não um Deus ausente e despreocupado mas um Deus que nos visita, que montou a sua tenda no meio de nós.

Uma leitura pastoral

Toda a Paróquia é responsável pelo anúncio do Evangelho. Ela realiza este anúncio não só através da Palavra e dos Sacramentos, mas também através da vida, dos gestos concretos de misericórdia e de caridade. Ela anuncia através da diversidade de ministérios, serviços, carismas e funções. Tal como Cristo afirmou, também podemos dizer que a paróquia continua estas mesmas palavras na vida, ela não existe para ser servida mas para servir. Todo e qualquer discípulo de Jesus é um servidor e a vida de qualquer cristão é serviço porque participa neste ser ministerial de Cristo e da Igreja. A paróquia é chamada a dar o pão vivo que desceu do Céu – o próprio Cristo – e a dar o pão da justiça e da paz que brotam de um coração que se encontrou com Aquele que é Amor. Só assim da celebração da fé passaremos à vida, seremos mais capazes de humanizar tudo o que tocamos e vivemos, todas as dimensões da vida e da existência humana, da família à empresa, do irmão ao vizinho. A Paróquia é chamada a formar um coração que vê onde há necessidade de amor e actua em consequência.

Para reflectir

Em que medida a paróquia está aberta aos serviços e ministérios laicais? Que propostas e caminhos de formação para os serviços e ministérios tem a paróquia? De que forma servimos na Paróquia?

sábado, 18 de dezembro de 2010

Missa do Parto - Sábado, 18 de Dezembro - Paróquia: comunidade vocacional

Palavra de Deus

Jr 23, 5-8 - "Farei surgir para David um rebento justo"
Sl 71 (72) - Nos dias do Senhor nascerá a justiça e a paz para sempre.
Mt, 1, 18-25 - Anunciação a São José.

Meditando a Palavra

O profeta Jeremias anuncia uma feliz notícia: Deus vai nascer e nascerá na casa de David. A profecia realiza-se com o justo José, esposo de Maria. O Anjo anuncia e Maria disse o seu sim. O Anjo anuncia a José e José não lhe diz nada, mas tudo fez como o Anjo lhe tinha dito e acolhe Maria em sua casa. O que n'Ela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ele fez. São José é assim o homem do silêncio, não disse nada, mas fez. Ouviu e realizou na vida a Palavra. José tinha os seus projectos e toda a vida programada mas aceitou a vontade e a missão que Deus tinha para ele. Ele é modelo para toda a Igreja do que é prescindir de estar fechado nas suas “coisinhas” e “vontadinhas” e abrir-se ao plano de Deus com grande disponibilidade e generosidade. Deixou de lado os seus planos e abriu-se à vontade de Deus, realizando com alegria essa mesma vontade.

Uma leitura pastoral

S. José respondeu ao chamamento com disponibilidade e generosidade. Toda a paróquia é lugar de encontro com a voz de Deus que chama e envia. A paróquia deverá tornar-se cada vez mais uma verdadeira escola vocacional, lugar que chama e onde se faz a experiência de ser chamado para toda a vida, mas também lugar onde os crentes vivem de forma responsável a chamada dos outros, tornando-se chamantes, adultos na fé. Só uma comunidade viva dá vocações e todos são responsáveis pelas vocações. Ela é lugar propício da descoberta da nossa vocação cristã. Da oração à acção a paróquia é o espaço, a sementeira onde nascem as vocações. A pastoral vocacional não é trabalho apenas de algum secretariado ou mesmo do Seminário é a missão de toda a Igreja. A oração é fundamental para uma verdadeira animação vocacional mas tal não nos dispensa de pensar no outro, ou até de assumir as próprias responsabilidades. A Paróquia é chamada a organizar tempos de oração pelas vocações e através da oração predispor as pessoas a assumir uma atitude de abertura e de disponibilidade, uma atitude de responsabilidade unida ao empenhamento pessoal.

Para reflectir
Qual o empenho da paróquia na pastoral vocacional?
Há tempos concretos de oração pelas vocações?

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Missa do Parto - Sexta-feira, 17 de Dezembro - Paróquia: aprender a ser família

Palavra de Deus

Gn 49, 2.8-10 - "O ceptro não há-de fugir a Judá".
Sl 71(72) - Nos dias do Senhor nascerá a justiça e a paz para sempre.
Mt 1, 1-17 - "Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David".

Meditando a Palavra

Mas que nomes tão complicados e confusos são estes? Tão difíceis de pronunciar. Mas estes conjuntos de nomes são muito importantes para entender que Cristo nasce num povo, numa história, num contexto. Estas listas estão compostas por santos e por pecadores, por homens e por mulheres, por conhecidos e por desconhecidos, por judeus e por estrangeiros. Desta sequência nasce Jesus. Quer dizer que Ele não vem só para os santos mas também para os pecadores; não só para o povo eleito mas para toda a humanidade. Ele vem inserir-se nesta história de luta e de drama e torná-la história de salvação. Faz-se carne, habita no meio de nós, para nós dar a vida divina, a sua vida.

Uma leitura pastoral

A paróquia é família de famílias domésticas. A família oferece à paróquia não só novos crentes e a colaboração necessária no processo da iniciação cristã mas testemunha-lhe um modelo de ser igreja: lugar de fraternidade e de comunhão, lugar de intimidade e de relação de confiança entre pessoas, enquanto imagem da Trindade. A paróquia é chamada a ser lar de relações familiares de confiança, de proximidade, de acolhimento, mesmo para os que não têm família e se sentem sós. Ela é a família dos que acreditam no mesmo Senhor, Igreja de Deus vivo na casa dos crentes e junto das casas dos não crentes. Ela é congregadora de famílias, de unidade em tanta diversidade – o Corpo de Cristo. Ela destrói os muros de inimizade, foi feita não para separar aqueles que se reúnem mas unir os que estão divididos, pois é este o significado da Igreja – família. Ela tem uma relação necessária com o território porque a Palavra e os Sacramentos acontecem num lugar e num tempo determinado, originando a família paroquial.


Para reflectir

Em que medida a paróquia é família de famílias, na unidade da fé, da esperança e do amor?
Existe uma pastoral familiar paroquial? Qual a atenção que damos aos movimentos do apostolado familiar?


MENSAGEM DE BENTO XVI PARA O 44° DIA MUNDIAL DA PAZ - Liberdade religiosa, caminho para a paz

Liberdade religiosa, caminho para a paz
1.NO INÍCIO DE UM ANO NOVO, desejo fazer chegar a todos e cada um os meus votos: votos de serenidade e prosperidade, mas sobretudo votos de paz. Infelizmente também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa.

Penso, em particular, na amada terra do Iraque, que, no seu caminho para a desejada estabilidade e reconciliação, continua a ser cenário de violências e atentados. Recordo as recentes tribulações da comunidade cristã, e de modo especial o vil ataque contra a catedral siro-católica de «Nossa Senhora do Perpétuo Socorro» em Bagdad, onde, no passado dia 31 de Outubro, foram assassinados dois sacerdotes e mais de cinquenta fiéis, quando se encontravam reunidos para a celebração da Santa Missa. A este ataque seguiram-se outros nos dias sucessivos, inclusive contra casas privadas, gerando medo na comunidade cristã e o desejo, por parte de muitos dos seus membros, de emigrar à procura de melhores condições de vida. Manifesto-lhes a minha solidariedade e a da Igreja inteira, sentimento que ainda recentemente teve uma concreta expressão na Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, a qual encorajou as comunidades católicas no Iraque e em todo o Médio Oriente a viverem a comunhão e continuarem a oferecer um decidido testemunho de fé naquelas terras.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Paz à sua Alma!

Faleceu Manuel da Silva Jardim do Sítio do Granel, Freguesia da Ilha. O funeral é no próximo Domingo, dia 19 de Dez. com Missa de Corpo Presente às 14h na Igreja Paroquial da Ilha. A Missa do 7º dia é na 4ª feira às 18h na Igreja da Ilha. Rezemos pelo Eterno Descanso da sua Alma. PN, AM, GP.

Missa do Parto - Quinta-feira, 16 de Dezembro - Paróquia: caminho de Conversão

Palavra de Deus

1ª Leitura: Is 54, 1-10 – “O Senhor chamou-te como esposa repudiada”.
Salmo: Sl 29(30) – Eu Vos louvarei Senhor porque me salvastes.
Evangelho: Lc 7, 24-30 – Testemunho de Jesus sobre João Baptista.

Meditando a Palavra

Isaías grita contra uma esposa infiel; contra uma esposa estéril. Esta mulher é o Povo de Deus na sua vida morna e acomodada. Mas Deus, o esposo, não desista dela, mas a ama para sempre e sem quaisquer condições. Deus ama sempre a sua esposa e a resposta desta diante de um tão grande amor só pode ser a mudança, a conversão. Uma das grandes figuras do tempo de Advento é São João Baptista. Ele é a voz que brada no deserto e prepara o caminho para o Senhor que vem. Ele é a voz na simplicidade do descampado, vestido de pêlo de camelo e na austeridade da vida simples – alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre – aponta para o mais importante, o próprio Cristo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Todo o resto é secundário. Conversão é, pois, voltar para Deus e corresponder ao seu Amor.

Uma leitura pastoral

Todos temos consciência que a adesão a Cristo pelo baptismo não nos preserva da infidelidade, das fragilidades e do pecado. Por isso, Cristo instituiu a misericórdia de Deus em gestos eficazes de graça. A paróquia será o espaço onde é celebrado e vivido em comunidade a reconciliação. Ela será sempre um caminho e um convite à conversão, ao acolhimento; um verdadeiro caminho para descobrir o rosto de misericórdia de Deus que jamais desiste de nós.
Na paróquia experimentamos o perdão de Deus e o anunciamos na vida concreta em gestos de perdão e de vida; de vida mais renovada, mais humanizada. É este um dos grandes contributos da fé e da paróquia ao mundo de hoje.
Cada paróquia deve ser espaço de descoberta e de vivência do Sacramento da Reconciliação. Não haverá imagem mais bonita do que a de um sacerdote que no confessionário aguarda e espera o filho que volta ao abraço de Deus.
A conversão ocupa um lugar central na nossa pessoal e comunitária?

Para reflectir

A nossa paróquia atrai à conversão?
Como é celebrado o Sacramento da Reconciliação: horários, formas, lugares?


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Missa do Parto - Quarta-feira, 15 de Dezembro - Paróquia: lugar de encontro

Palavra de Deus

Is 45, 6b-8. 21b-26: “Eu sou o Senhor e não há outro”.
Salmo: Sl 84(85) - Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo.
Evangelho: Lc 7, 19-23 – “Ide contar a João o que vistes e ouvistes”.

Meditando a Palavra

João Baptista está preso e envia dois dos seus discípulos a irem ter com Jesus com esta mensagem: "És Tu Aquele que havia de vir ou devemos esperar outro?". Jesus não lhes responde com palavras mas com gestos; com o gesto de Deus presente que quer salvar todo o homem e dar-lhe vida. João esperava um messias castigador e o que vê, todo admirado, é um Messias com gestos de perdão, de cura e de salvação. Os cegos vêem, os coxos saltam, os surdos ouvem; representam a humanidade de todos os tempos que no encontro com Cristo são libertados das suas escravidões, dos vícios, das limitações e debilidades para descobrir com Cristo a vida que Ele nos vem oferecer. "Eu sou o Senhor e não há outro" expressão que surge na boca de Isaías várias vezes para voltar a sublinhar a descoberta do Deus verdadeiro, real, presente no meio do seu Povo; o único capaz de realizar maravilhas, contra todas as imagens falsas e redutoras de Deus. Seja este o tempo favorável para encontrar e ser encontrado por Deus e não pela imagem que fazemos D'Ele.

Uma leitura pastoral

Onde podemos descobrir o verdadeiro rosto de Cristo? Na Igreja. As comunidades paroquiais são comunidades cristãs que tornam presente a Igreja nas celebrações comunitárias, nos processos de iniciação à fé e nos processos de amadurecimento catequético; é nelas que os gestos sacramentais tornam visível a acção salvadora de Cristo. Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, nós também temos uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro. Ser paróquia será sempre ser espaço de encontro e de relação com Cristo e com os outros. Quanto mais perto estamos de Deus mais perto estaremos uns dos outros. Só seguindo Jesus é que se encontra o verdadeiro sentido da vida e, consequentemente, a alegria verdadeira e duradoura.

Para reflectir

Em que medida as nossas Paróquias são lugares privilegiados da educação da fé?
A vida litúrgica e sacramental são momentos de encontro e de descoberta do rosto de Cristo?

sábado, 11 de dezembro de 2010

MENSAGEM DO SR. BISPO - Renúncia do Advento, apelo à fraternidade!

Aproxima-se o Natal. Ao longo de quatro semanas, vivemos um tempo diferente, em “Advento” (vinda), na expectativa da celebração jubilosa do nascimento de Jesus.
 
Natal é a Festa, que em cada ano, na liturgia, faz renascer a esperança, a força e a coragem, na fé de que Deus envia o Seu Filho ao mundo, para abrir perspectivas de vida nova e Vida em abundância para todos os homens e mulheres. O Filho de Deus faz-se Homem para fazer dos homens filhos de Deus (cf. Jo 1,14) numa grande família de irmãos.
 
Advento e Natal aparecem-nos, por isso, como tempos especiais de atenção mútua, de interesse pela vida e problemas uns dos outros, de maior preocupação na entreajuda e partilha fraterna de bens. A quadra do Natal tem sempre a marca da solidariedade e da fraternidade cristã, que se traduz em gestos concretos de presença e ajuda a quem mais
precisa.
 
A chamada “Renúncia do Advento”, com apreciável tradição na nossa Diocese, insere-se neste espírito de caridade e desejo de resposta às situações concretas dos meios em que vivemos.
 
Assim, ouvidos o Conselho Presbiteral e os Responsáveis Diocesanos da Cáritas e das Conferências de S. Vicente de Paulo, perante as múltiplas necessidades que são chamados a assistir e ajudar, as ofertas da “Renúncia do Advento” deste ano destinam-se ao “Fundo Social Diocesano”, para ajudar famílias em situações especiais de pobreza, nomeadamente por razões de desemprego e maiores necessidades no apoio às crianças, doentes e idosos.
 
Como é costume, a recolha das ofertas da “Renúncia do Advento” faz-se em todas as igrejas da Diocese, nos ofertórios das Missas da festa da Epifania do Senhor, que será no próximo dia 2 de Janeiro. Pede-se aos Reverendos Párocos que expliquem aos fiéis o sentido positivo desta renúncia, como forma de penitência pessoal e serviço de amor fraterno.
 
As Paróquias e as Associações de Fiéis, conhecendo as necessidades reais das famílias das respectivas áreas de proximidade, poderão solicitar ajudas, nas condições acima indicadas, apresentando os respectivos casos à Cáritas Diocesana e às Conferências Vicentinas, através das quais se fará a distribuição do Fundo.
 
A Diocese agradece, desde já, a generosidade dos fiéis, sempre tão bem comprovada e testemunhada, perante situações e causas difíceis. Nem falta, neste momento de crise e dificuldades, em tempo de Natal, o estímulo do Amor-Caridade, reflexo da Bondade de Deus na dádiva do Seu Filho Jesus. Não haverá Natal sem espírito e gestos de fraternidade!

                               Funchal, 12 de Dezembro de 2010
 
                              † António Carrilho, Bispo do Funchal

Rezar cantando

Alguma música

O tempo em Santana