quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Santana - Paz à sua alma!

Faleceu Maria Matilde Ornelas do sítio do Pico Tanoeiro freguesia de Santana. Funeral nesta quinta-feira 27 de Dezembro com missa de corpo presente às 14h na igreja paroquial de Santana. Tem Confraria do Santíssimo Sacramento. Rezemos pelo seu eterno descanso. PN; AM; GP.

Santana - Paz à sua alma!

Faleceu Alexandrina da Conceiçao de Freitas do sítio dos Lamaceiros freguesia de Santana. Funeral nesta quinta-feira 27 de Dezembro com missa de corpo presente às 14h na igreja paroquial de Santana. Rezemos pelo seu eterno descanso. PN; AM; GP.

sábado, 22 de dezembro de 2012

MISSA DO PARTO - Sábado 22 de Dezembro - A fé é uma relação de amizade


Sábado, 22 de dezembro
A fé é uma relação de amizade

 
Palavra de Deus

1ª Leit: 1 Sam 1, 24-28 - Ana dá graças pelo nascimento do seu filho Samuel.

Sal: 1 Sam 2 - O meu coração exulta no Senhor, meu Salvador.

Evan: Lc 1, 46-56 - O Magnificat de Nossa Senhora.

Meditando a Palavra

Nestas leituras podemos perceber de imediato o louvor e o agradecimento feito oração, diálogo de gratidão para com Deus e as suas maravilhas. Uma estéril e uma Virgem dão à luz e tornam-se, diante do impossível, mães fecundas. Diante da intervenção de Deus, diante das maravilhas de Deus elas cantam, louvam, agradecem. Todo o magnificat é um bordado feito por fios do Antigo Testamento. Prova, assim, que Maria reza através da própria Escritura. As suas palavras não são apenas as suas palavras mas Ela reza a Palavra de Deus e a atualiza na Sua vida. A minha alma glorifica o Senhor. O que é glorificar? É dar importância. É dar espaço a Deus na minha vida, nos meus projetos e sonhos. Rezar é isso mesmo; é falar com Deus, para que em tudo, Ele esteja presente. Maria rezou com a Palavra de Deus. Que a nossa oração seja não só um tempo para falar com Deus mas também um tempo para ouvir Deus a falar connosco. Só assim será um verdadeiro diálogo de amizade.

Uma leitura pastoral

Quando perguntamos o que é a fé muitos vão responder que a fé é um dom de Deus, que a fé é uma resposta livre do homem à iniciativa de Deus. Outros ainda vão dizer que a fé fala pelas obras e pela vida ou que a fé é confiar em Deus e na sua Palavra ou um código moral ou um conteúdo para acreditar. Mas poucas serão as pessoas que responderão que a fé é uma relação de amizade.

Relação de amizade com Aquele que sabemos que nos ama. A oração de Ana e de Maria não é apenas um momento de louvor e de agradecimento mas um momento de encontro com o Amigo. Santa Tereza de Ávila bem disse que rezar não é outra coisa senão tratar de amizade. E Jesus bem nos tratou não como servos mas como amigos. E a amizade transforma os amigos e une os corações e o sentido e o estar na vida. Diz-me com quem andar e eu dir-te-ei que eres. Magnificat é glorificar, é honrar, é engrandecer, é dar importância. O amigo procura tempo para estar com o amigo. Como é importante encontrar este tempo para estar, simplesmente estar sem palavras e sem gestos, sem agradecimentos e sem pedidos. Maria é uma mulher de silêncios. Na Bíblia aparece a falar poucas vezes e são até retratados os silêncios d’Aquela que contempla e guarda no coração. Na gruta de Belém não há palavras, mas Ela aí está a contemplar o Menino-Deus. Aos pés da Cruz Maria não tem palavras, simplesmente está de pé, ao pé da Cruz do Filho.

Seja o tempo de Natal um tempo para descobrir Deus como um Amigo que nos visita e quer estar connosco.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


MISSA DO PARTO - Sexta feira - 21 de Dezembro - A fé provoca o anúncio



Sexta-feira, 21 de dezembro
A fé provoca o anúncio

Palavra de Deus

1ª Leit: Sof 3, 14-18ª – “Clama jubilosamente, filha de Sião…O Senhor está no meio de ti…”.

Sal: 32 (33) – “Alegrai-vos, justos, no Senhor, cantai-Lhe um cântico novo.”

Evan: Lc 1, 39-45 – A Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.
 



Meditando a Palavra

Toda a palavra deste dia é festiva e, quer mostrar que aqueles que acreditam tornam-se testemunhas, anunciadores. Na primeira leitura o profeta Sofonias, chamado por Deus, apresentasse no meio do povo e anuncia que Deus não abandonou o seu Povo mas que está no meio dele. É um Senhor íntimo para cada um, que dá força, animo e coragem para lutar contra todo o mal que nos rodeia. E o Salmo vem reforçar a ideia do anúncio com um convite a cantar ao Senhor um cântico novo. Diz-nos Santo Agostinho que este cântico novo é feito não pelas notas musicais mas acima de tudo pelas nossas obras e pelo testemunho de uma vida transformada pela presença de Deus. No Evangelho vimos isso em prática, com a Visitação de Maria à sua prima Santa Isabel. Recebe a Palavra divina e não a pode guardar só para si e corre apressadamente e tem que anunciar a alegria que vai no seu coração. E essa alegria é Jesus. O seu espirito exulta de alegria, porque o Senhor não só a visita como visita o seu povo e não o abandona. Diz-nos o Evangelho que Maria foi apressadamente. O anúncio não se faz vagarosamente mas com vigor, com força, com dinamismo, com alegria, com o entusiasmo próprio daqueles que levam uma boa notícia.

Uma leitura pastoral

Quem encontrou Cristo não O pode guardar só para si. Encontrar Cristo para O amar e O dar a conhecer. São Paulo diz-nos que a fé entra pelos ouvidos. Mas como crescer na fé senão houver quem anuncie? No nosso tempo não basta apenas viver o Evangelho; não basta apenas ter uma vida transformada pelo encontro com Cristo, mas torna-se urgente falar e anunciar com palavras e com vida. Maria visitou Isabel porque antes de tudo foram ambas visitadas por Deus. Ninguém dá o que não tem e só nos tornamos anunciadores, apóstolos se primeiro formos todos discípulos de Jesus. Deixemo-nos visitar por Deus para que nas nossas visitas possamos entregar o próprio Deus em palavras de anúncio, de proposta, de convite, de inquietação. Só assim serão visitas de corações carregados de paz e de gestos que partem os corações de pedra e restituem um rosto humano de beleza e de dignidade.

A luz não se pode esconder debaixo da mesa, mas deve ser colocada sob o candelabro onde brilha para todos. Não tenhamos medo de ser anunciadores e de apresentar ao mundo de hoje a mensagem de Jesus em toda a sua integridade e convidar todos a celebrar a fé nos sacramentos, pelos quais nos tornamos participantes da Sua vida.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012



MISSA DO PARTO
Quinta-feira, 20 de dezembro
Pela fé Maria acolheu a Palavra
 

Palavra de Deus

1ª Leit: Is 7, 10-14: "A Virgem conceberá a dará à luz um filho".

Sal: 23(24) - O Senhor virá: Ele é o Rei da glória.

Evan: Lc 1, 26-38 - Anunciação do Anjo a Nossa Senhora.

 

Meditando a Palavra

Neste dia escutamos o “Sinal” de Deus. Como Deus quer se fazer presente na história da humanidade. Na 1ª Leitura ouvimos o pedido do Rei Acaz: um sinal de Deus no concreto da sua vida.

O nosso mundo, muitas vezes, pede um sinal a Deus. Nas dificuldades do nosso dia-a-dia, nas escolhas que tomamos, nos rumos das nossas vidas, também nós queremos um sinal de Deus. Como Deus continua próximo dos nossos caminhos.

Como Deus continua a estar connosco nas escolhas, nos caminhos da nossa vida. Queremos sinais fortes e poderosos. Queremos milagres e curas e Deus vem a nós no Menino-Deus. Tanta fragilidade que nos confunde. Esperava um rei e nasce um bebé. Esperava um revolucionário e Jesus é Crucificado. No Evangelho escutamos a Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. E vemos que Jesus é verdadeiramente este Sinal de Deus, da sua proximidade nos nossos caminhos. Acolher Jesus é acolher este Deus próximo de nós, que nos fortalece, que nos anima e que preenche o nosso interior na Esperança e no Amor. A resposta de Maria é um sim à vontade e à Palavra de Deus.

No sim de Maria nasce Jesus. No nosso sim à Palavra de Deus nasce Deus para nós e para o mundo.

 

Uma leitura pastoral

Hoje olhamos para Maria como modelo de fé. Como Aquela que acreditou, que colocou toda a sua vida, todo o seu ser na Promessa e na Palavra de Deus. Celebrando o Ano da fé vemos em Maria, um exemplo de fé para cada um de nós. Sempre que colocamos a nossa vida nas mãos de Deus, ela dá frutos, também nós seremos instrumentos de Deus para o nosso Mundo.

Também nós podemos, pela escuta e pela vivência da Palavra, tornar Deus presente no mundo de hoje. Pela Fé Maria acolheu a Palavra de Deus e a tornou presente. O Evangelho de hoje é um convite a que cada cristão abra o coração, sem reservas, ao Evangelho, a acolher este Deus que nos fala. Neste acolhimento da Palavra de Deus também seremos, no concreto da nossa vida, um Sinal de Deus no nosso Mundo.

“Faça-se em mim, segundo a Vossa Palavra”. É esta a resposta de Maria; deverá ser esta a nossa resposta. Quando assim acontece nasce Cristo. Nasce nas nossas palavras e gestos, no nosso testemunho e vida.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012



Quarta-feira, 19 de dezembro
Fé: convite à confiança

Palavra de Deus

1ª Leit: Jz 13, 2-7.24-25a: “Hás-de conceber e terás um filho”.

Salm: 70(71) - “A minha boca cantará a vossa glória”

Evan: Lc 1, 5-25: “Não temas, Zacarias, porque a tua súplica foi atendida”.

Meditando a Palavra

Nestes textos podemos salientar a confiança, o acreditar em Deus no concreto das nossas vidas. Hoje a liturgia fala-nos de duas mulheres estéreis: a mulher de Manoé e Isabel, mãe de São João Batista. Estes textos falam-nos como Deus intervém na História dos Homens e, de um período de aridez do Deserto (a esterilidade), Deus participa nas nossas vidas para tornar a nossa vida numa vida fecunda, capaz de dar frutos, capaz de ser uma vida em função dos outros. Os textos de hoje são um convite a confiar em Deus. Diante das nossas impossibilidades, diante das nossas “esterilidades” Deus pode fazer maravilhas.

As mulheres estéreis que dão à luz e a Virgem Mãe são sinal do poder de Deus, da pura gratuidade, puro dom da graça.

Neste Evangelho escutamos a “Missão” De S. João Batista: Irá à frente do Senhor: aquele que prepara os homens para a vinda de Cristo. E é um Convite a cada cristão para preparar o caminho do Senhor, preparando o coração dos nossos contemporâneos para aceitar a Palavra Salvadora do Filho de Deus. Os Profetas não são anunciadores de desgraças, mas da graça que salva e transforma vida e desertos em planícies verdejantes. Seja a Palavra um convite a confiar em Deus.

Uma leitura pastoral

Hoje olhamos para Zacarias: Um homem de oração e que Deus atende às suas preces tal como nos conta a primeira parte do Evangelho de hoje. No entanto, Zacarias também tem as suas dúvidas, também ele hesita sobre a presença de Deus na sua vida; mas Deus não deixa de permanecer com Ele. Hoje podemos olhar para “o Zacarias” que existe em nós e nos nossos contemporâneos, olhar para os cristãos de hoje que duvidam da presença de Deus na sua história. Zacarias fez o seu caminho da falta de confiança à confiança no Senhor que visitou e redimiu o seu povo.

Que este Ano da fé seja um tempo oportuno para alicerçarmos a nossa relação com Deus e mesmo na dúvida de fé termos a consciência de sermos instrumentos vivos de Deus para o nosso Mundo.

Ao contrário de Zacarias, Maria confiou plenamente no Senhor. Ela é Feliz porque acreditou. Zacarias ficou mudo porque não confiou no Senhor e deixou de poder anunciar as maravilhas de Deus. Maria acolheu na sua vida a Palavra de Deus e deixou-se transformar e n’Ela nasceu Cristo. Confia no Senhor. Sê forte!

Em ti, também, pode nascer o Menino-Deus.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012





MISSA DO PARTO
Terça, 18 de Dezembro
A Fé compromete-me!
 
 
 
 
 
Palavra de Deus

1ª Leit: Jr 23, 5-8 - "Farei surgir para David um rebento justo"

Salm: Sl 71 (72) - “Nos dias do Senhor nascerá a justiça e a paz para sempre.”

Evan: Mt, 1, 18-25 - “Anunciação a São José.”

 
Meditando a Palavra

O profeta Jeremias anuncia uma feliz notícia: Deus vai nascer e nascerá na casa de David. A profecia realiza-se com o justo José, esposo de Maria. O Anjo anuncia e Maria disse o seu sim.

O Anjo anuncia a José e este não lhe diz nada, mas fez tudo como o Anjo lhe tinha dito e acolhe Maria em sua casa. O que n'Ela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ele fez. São José é assim o homem do silêncio, não disse nada, mas fez. Ouviu e realizou na vida a Palavra. José tinha os seus projetos e toda a vida programada mas aceitou a vontade e a missão que Deus tinha para ele. Ele é modelo para toda a Igreja do que é prescindir de estar fechado nas suas “coisinhas” e “vontadinhas” e abrir-se ao plano de Deus com grande disponibilidade e generosidade. Deixou de lado os seus planos e abriu-se à vontade de Deus, realizando com alegria essa mesma vontade. O mesmo podemos ver na vida de Maria, a Mãe de Deus. Chamada por Deus para uma grande missão, Ela deixou tudo para trás e colocou Deus no primeiro lugar: “Faça-se em Mim, segundo a Tua Palavra”.

Uma leitura pastoral

No dia de hoje vamos perceber que a Fé exige um compromisso social. Não apenas toca no nosso coração e nos transforma mas transforma toda as dimensões da existência humana. Toda a vida do homem é iluminada pelo dom da fé; pela amizade e relação com Jesus. A Virgem Maria e S. José responderam ao chamamento com disponibilidade e generosidade e todos os seus projetos foram alterados pela nova missão que surge pela

Palavra de Deus. A fé não é apenas um sentimento, um fervor na boca do estômago, um qualquer arrepio na pele. A fé tem implicações na forma como vivo, como me relaciono, como trato com os bens e com a natureza. Quem acredita sabe que nunca está só, nem na vida nem na morte.

Ter fé no Senhor não é algo que interessa unicamente à nossa inteligência, ao campo do saber intelectual, mas é uma mudança que compromete a vida, a totalidade do nosso ser: sentimento, coração, inteligência, vontade, corporeidade, emoções e relacionamentos humanos. Com a fé muda verdadeiramente tudo em nós e para nós, e revela-se com clareza o nosso destino futuro, a verdade da nossa vocação no interior da história, o sentido da vida, o gosto de sermos peregrinos rumo à Pátria celeste. A fé implica um compromisso com a vida e não apenas a vida pessoal mas também a vida pública e a construção da justiça e da paz.

A fé é verdadeiramente a força transformadora da minha vida? Ou então é apenas um dos elementos que fazem parte da existência, sem ser aquele determinante? É urgente crescer na fé, compreendendo que ela não é algo de alheio, separado da vida concreta, mas é a sua alma.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Mensagem de Bento XVI para a celebração do 46.º Dia Mundial da Paz - 1/1/2013

Mensagem de Bento XVI para a celebração do
46.º Dia Mundial da Paz
1 de janeiro de 2013
Bem-aventurados os obreiros da paz
1. Cada ano novo traz consigo a expectativa de um mundo melhor. Nesta perspetiva, peço a Deus, Pai da humanidade, que nos conceda a concórdia e a paz a fim de que possam tornar-se realidade, para todos, as aspirações duma vida feliz e próspera.
À distância de 50 anos do início do Concílio Vaticano II, que permitiu dar mais força à missão da Igreja no mundo, anima constatar como os cristãos, Povo de Deus em comunhão com Ele e caminhando entre os homens, se comprometem na história compartilhando alegrias e esperanças, tristezas e angústias,[1] anunciando a salvação de Cristo e promovendo a paz para todos.
Na realidade o nosso tempo, caracterizado pela globalização, com seus aspetos positivos e negativos, e também por sangrentos conflitos ainda em curso e por ameaças de guerra, requer um renovado e concorde empenho na busca do bem comum, do desenvolvimento de todo o homem e do homem todo. (...)

MISSA DO PARTO
Segunda-feira, 17 de Dezembro
Professar e celebrar a Fé em Igreja

Palavra de Deus

1ª Leit: Gn 49, 2.8-10 - "O ceptro não há-de fugir a Judá".

Sal: 71(72) - Nos dias do Senhor nascerá a justiça e a paz para sempre.”

Evan: Mt 1, 1-17 - "Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David".




Meditando a Palavra

Mas que nomes tão complicados e confusos são estes? Tão difíceis de pronunciar. Mas estes conjuntos de nomes são muito importantes para entender que Cristo nasce num povo, numa história, num contexto. Estas listas estão compostas por santos e por pecadores, por homens e por mulheres, por conhecidos e por desconhecidos, por judeus e por estrangeiros. Desta sequência nasce Jesus. Quer dizer que Ele não vem só para os santos mas também para os pecadores; não só para o povo eleito mas para toda a humanidade. Ele vem inserir-se nesta história de luta e de drama e torná-la história de salvação. Faz-se carne, habita no meio de nós, para nós dar a vida divina, a sua vida.

Uma leitura pastoral:

A fé da Igreja precede, gera, apoia e nutre a nossa fé. Da leitura do Evangelho de hoje sobressai a ideia de que a fé nunca pode ser apenas a minha fé. Certamente a fé é um ato da vontade  livre do homem ao dom de Deus que se revela; que se comunica; que se diz, mas a fé nunca pode ter apenas um caráter meramente pessoal e individual. A minha fé é suportada e animada pela fé dos meus irmãos, em soma, pela fé da Igreja. Percebe-se muito bem que cada um de nós não cria algo de novo mas insere-se numa história, na história do Povo de Deus que guarda o depósito da fé e o transmite fielmente de geração em geração.

Eu creio e este meu crer não é o resultado de uma minha reflexão solitária, nem o produto de um meu pensamento, mas é fruto de uma relação, de um diálogo, no qual há um ouvir, um receber e um responder; é o comunicar com Jesus que me faz sair do meu «eu» fechado em mim mesmo, para me abrir ao amor de Deus Pai. Não posso construir a minha fé pessoal num diálogo privado com Jesus, porque a fé é-me doada por Deus através duma comunidade crente que é a Igreja e, desta maneira, insere-me na multidão dos crentes, numa comunhão que não é só sociológica, mas radicada no amor eterno de Deus, que em Si mesmo é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é Amor trinitário. A nossa fé só é deveras pessoal, se for também comunitária: só pode ser a minha fé, se viver e se mover no «nós» da Igreja, se for a nossa fé, a fé comum da única Igreja.

A tendência hoje difundida a colocar a fé na esfera do privado contradiz a sua própria natureza. Precisamos de uma Igreja para confirmar a nossa fé e fazer experiência dos dons de Deus: a sua Palavra, os Sacramentos, o apoio da graça e o testemunho do amor. A fé chama-nos a ser Povo de Deus, a ser Igreja, portadores do amor e da comunhão de Deus por todo o género humano.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Horário para a semana de 16 a 23 de Dezembro de 2012



MISSA DO PARTO

Domingo, 16 de Dezembro - III DOMINGO DO ADVENTO
Viver o dom da fé com alegria.

 Palavra de Deus

1ª Leit: Sol 3, 3.14-18: “O Senhor exultará de alegria por causa de ti”.

Sal: Is 12,2-3: “Povo do Senhor, exulta e canta de alegria”.

2ª Leit: Flp 4, 4-7: “Alegrai-vos sempre no Senhor… O Senhor está perto”.

Evan: Lc 3, 10-18: “E nós, que devemos fazer?”.

 
Meditando a Palavra

Hoje, a liturgia da palavra convida a nos enchermos pela perceção jubilosa da proximidade e da presença do Emanuel – Deus connosco. É o domingo da alegria!

E que alegria! A primeira leitura coloca-nos diante de uma alegria mutua. Sofonias convida o povo ao júbilo porque Deus está no meio deles, dizendo que Ele mesmo está radiante com essa presença. Paulo convida à mesma alegria, porque Deus está próximo. No Evangelho, como que descobrimos os frutos dessa alegria, dessa proximidade, com João Batista a convidar à honestidade, à generosidade, à paz, à justiça.

Paulo fornece-nos a síntese do apelo deste domingo: convida-nos a cultivarmos a alegria e a paz, paz que ultrapassa toda a possibilidade da compreensão humana. Com palavras cheias de paixão convida-nos a confiarmos no apoio e na companhia do Senhor, pois já nada pode perturbar o nosso coração, porque “o Senhor está próximo”.

Uma leitura pastoral

Muitas vezes, uma das caraterísticas que é aplicada aos cristãos é a da tristeza. Diante das leituras que hoje nos são propostas a alegria deveria ser uma consequência natural da vida cristã! Em primeira medida porque é dom de Deus, mais do que mérito nosso. A única coisa que nos é pedida é o acolhimento d’Aquele que vem ter connosco. “Alegra-te porque o Senhor teu Deus está no meio de ti!” O Cristianismo é único nisto: Acreditamos em “Deus-Emanuel”, Jesus Cristo encarnado. Aqui está a fonte da nossa alegria.

Ter consciência da nossa fé, como dom e como esta presença contínua de Cristo próximo, faz mudar os gestos, a maneira de estar na vida, o olhar o futuro. A alegria não pode ser nada de abstrato! Ela tem que se ligar a situações concretas da nossa vida. Aliás, ela pode atestar a qualidade da nossa vida interior, enquanto fruto maduro da nossa fé em Cristo Encarnado e ressuscitado.
Não se trata de recusar as dificuldades do tempo presente. Trata-se de assumi-las com um novo pulso a que se chama esperança! As comunidades da Igreja nascente são uma atestação clara disso mesmo. Lemos os atos e as cartas apostólicas, percebemos as dificuldades e provações, mas constatamos que habitava o coração da Igreja, uma alegria motivadora que transbordava da fé dos anunciadores para a vida dos destinatários do Evangelho!

sábado, 15 de dezembro de 2012

Paz à sua alma!

Faleceu Manuel de Andrade do sítio da Achada do Pampilhar freguesia de Santana. Funeral na próxima segunda feira 17 de Dezembro com missa de corpo presente às 16h na igreja paroquial de Santana. Tem Confraria do Santíssimo Sacramento. Rezemos pelo seu eterno descanso. PN; AM; GP.

MISSA DO PARTO
 
Sábado, 15 de Dezembro
Jesus Cristo, centro da nossa fé!

 
Palavra de Deus

1ª leit: Sir 48, 1-4.9-11: Elias virá de novo.

Sal: 79 (80): Mostrai-nos, Senhor, o vosso rosto e seremos salvos.

Evan: Mt 17, 10-13: “Elias já veio e não o reconheceram”.

 

Meditando a Palavra

As leituras que hoje escutámos, colocam-nos diante do Profeta Elias. Ele é considerado pela tradição de Israel o primeiro dos profetas; que com a palavra que Deus purificou o povo da corrupção social e da idolatria. Ardia de zelo pelo Senhor e por isso foi levado para o céu no fogo que o tinha envolvido durante toda a vida. No povo de Israel tinha ficado a convicção que ele haveria de voltar para preparar a vinda do Messias.

É por isso que Jesus compara Elias a João Batista. Ambos anunciaram a Palavra de Deus como um fogo. Que fogo é este? Não é um castigo, é uma Bênção! É o próprio Messias, Palavra de Deus, que se fez um de nós; era o seu Evangelho, o Espirito Santo que haveria de purificar o mundo de todos os males. Jesus diante dos discípulos identifica o “pecado” principal do povo diante de Elias e João Batista. Eles e a sua missão não foram reconhecidos: revelar o verdadeiro rosto de Deus e do seu Messias.

É este o principal desafio que nos é proposto hoje: reconhecer o rosto de Deus, Jesus Cristo que nos preparamos para acolher no Natal.

 
Uma leitura pastoral

O tema central das leituras de hoje é-nos dado por Jesus: é o reconhecimento dos que são enviados por Deus. Para nós cristãos, o centro da nossa fé é Jesus Cristo. A novena do Natal, entre nós celebrada nas missas do Parto, é um tempo forte de preparação para reconhecermos o menino Deus no presépio.

Em dinamismo de Ano da Fé, é importante meditarmos e refletirmos em que medida a nossa vivência da fé não estará na periferia de Jesus Cristo.

Viver a fé Cristã implica reconhecer Jesus Cristo como o nosso único Messias e Salvador. Centrar a nossa vida na fé em Jesus Cristo traz-nos consequências concretas para a vida. Implica purificar tudo aquilo que nos descentra de Jesus Cristo. Maneiras de proceder e de viver que nos aprisionam e não libertam. A adesão a Jesus Cristo implica fazer do Evangelho de Jesus Cristo a medida da nossa vida, excluindo tudo aquilo que são as “idolatrias” do nosso tempo.

Quantas vezes abdicamos de Jesus Cristo, para ir por caminhos mais fáceis, se calhar até mais “modernos” e depois nos deparámos num beco sem saída?
É importante que possamos acolher o desafio de reconhecer Jesus Cristo como o “caminho, a verdade e a vida”. Que aceitemos a Sua Boa Nova, mesmo que algumas vezes seja exigente e incómoda ou até nos desinstale. Ao optarmos por Jesus Cristo seremos, também, os destinatários daquelas palavras da primeira leitura: “Felizes os que te viram e os que morreram no amor, porque também nós certamente viveremos”.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012





Tema Geral: Maria, Feliz porque acreditou
Tempo de Advento: “Deus vem”! Com duas palavras apenas podemos dizer este tempo novo que se abre diante de nós. O nosso Deus é um Deus que vem, que nos visita, que tomou a iniciativa e nasceu no meio de nós para nos dar vida. É um Deus Emanuel! É um tempo favorável para, em Igreja, descobrir esta vinda, esta esperança que não desilude, o nascimento do Menino Deus que nasce para que nós possamos nascer sempre de novo. Tempo de vigilância e de experimentar a Sua visita constante às nossas vidas.

Com Maria preparar o Natal: a liturgia da Igreja oferece-nos um caminho forte de escuta atenta da Palavra de Deus com modelos que nos ajudam a caminhar. Maria surge, de maneira especial no nosso horizonte, como estrela que nos conduz a Jesus.

Missas do Parto: as quatro semanas de preparação terminam com o novenário: as missas do Parto. É uma das tradições religiosas madeirenses, únicas e originais, que marcam profundamente a preparação para o Natal. Mas a missão da Igreja não é apenas celebrar tradições ou a riqueza do passado, mas apresentar caminhos para o hoje e o futuro da vida, na consciência que Deus é a Felicidade que tantos ansiamos. Sejam as missas do parto um tempo oportuno para encontrar Jesus na sua Igreja com a ternura e a Fé de Maria. Sejam elas um verdadeiro meio de evangelização.

Uma proposta no Ano da Fé: Vamos caminhar redescobrindo o percurso da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Trata-se de conduzir, pela mão maternal de Maria, os homens para fora do deserto, para lugares de vida, da amizade com Cristo, para aquele que dá a vida em plenitude.

Percurso Temático

15 de Dezembro: Jesus Cristo, centro da nossa fé!

16 de Dezembro: Viver o dom da fé com alegria.

17 de Dezembro: Professar e celebrar a Fé em Igreja

18 de Dezembro: A Fé compromete-me!

19 de Dezembro: Fé: convite à confiança

20 de Dezembro: Pela fé Maria acolheu a Palavra

21 de Dezembro: A fé provoca o anúncio

23 de Dezembro: A fé é uma relação de amizade

24 de Dezembro: Fé, porta da Esperança
 
«No Advento e a exemplo da Virgem Maria, nós, cristãos, renovamos o Sim dado a Deus para, pela fé, acolhermos Jesus que nos vem salvar. É um tempo de dizer Sim à Palavra de Deus e de a pôr em prática; é um tempo de dizer Sim aos valores, que nos caraterizam como Filhos de Deus; é um tempo de dizer Sim à verdade e à coerência de vida, é tempo de criar pontes, de reencontrar valores perdidos e construir novos valores, com referência ao Evangelho». D. António Carrilho



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Santo Padre chegou ao Twitter e respondeu a perguntas sobre a fé

Algumas questões respondidas pelo Santo Padre Bento XVI no primeiro dia em que chegou ao twitter. “Queridos amigos, é com alegria que entro em contacto convosco via twitter. Obrigado pela resposta generosa. De coração vos abençoo a todos”, escreveu Bento XVI, no texto publicado em @pontifex.

Questões:

Como podemos viver melhor o Ano da Fé no nosso dia a dia?

Bento XVI: “Dialoga com Jesus na oração, escuta Jesus que te fala no Evangelho, encontra Jesus que está presente nas pessoas que passam necessidade”.

Como viver a fé em Jesus Cristo num mundo sem esperança?

Bento XVI: “A pessoa crente nunca está sozinha. Deus é a rocha segura sobre a qual construir a vida, e o seu amor é sempre fiel”.

Algumas sugestões para conseguir orar mais quando estamos tão ocupados com as solicitações de trabalho, da família e da sociedade?

Bento XVI: “Oferece tudo o que fazes ao Senhor, pede a sua ajuda em todas as circunstâncias da vida e lembra-te de que Ele está sempre ao teu lado”

sábado, 8 de dezembro de 2012

O jumento e o boi no presépio


O Papa Bento XVI publicou um livro sobre a Infância de Jesus. Imediatamente surgiram comentários e de toda a obra afirmaram que o Papa tinha negado a existência de animais na manjedoura onde Jesus nasceu. Outros já diziam que o Papa tinha expulsado o boi e o jumento do presépio. Alguns comerciantes revoltaram-se porque iam deixar de vender aquelas imagens. Chegaram críticas de tantos fiéis a criticar o Papa e que de forma alguma iriam tirar as imagens dos animais do seu presépio. Certamente seria um bom estudo de comunicação perceber como é que uma afirmação do Papa, mal interpretada, ganha estas proporções.
O melhor será mesmo comprar o livro e lê-lo e assim preparar o Natal que se aproxima. Escreve o Papa: "...no Evangelho, não se fala de animais" (pág.61). O Papa não disse que na gruta onde Jesus nasceu não havia animais, simplesmente leu os dois Evangelhos que falam do nascimento de Jesus e percebeu que no texto bíblico não se mencionam animais, nem o boi nem o jumento.
Mas o Papa continua e não fica por aí. Afirma que, ainda que os Evangelhos de Mateus e Lucas, não mencionem qualquer tipo de animal na gruta, a verdade é que a fé, desde cedo, completou o contexto da narração evangélica, recorrendo, sempre no campo bíblico, a um versículo do profeta Isaías que afirma: «O boi conhece o seu dono, e o jumento o estábulo do seu senhor; mas tu Israel, meu povo, nada entendes» (Is 1, 3). Assim, foram colocadas as imagens do boi e do jumento nos nossos presépios. Não são figurinhas para decorar o espaço nem mesmo para o aquecer. Trata-se de uma verdadeira provocação a presença destes animais. Eles conhecem o seu dono, eles adoram o Menino-Deus que nasceu e nós tantas vezes não acreditamos, não amamos, não adoramos. Que grande lição são estes animais irracionais para os racionais!
O Papa vai ainda citar outros textos bíblicos que vão dar significado ao boi e ao jumento. É de referir que já Orígenes, no ano 254, relaciona o profeta Isaías com a manjedoura onde Jesus nasceu, e São Gregório de Nisa, em 394, interpreta o boi e o jumento como símbolo de representação dos judeus e dos pagãos. Estava assim reunida toda a humanidade e todos os povos ao pé de Jesus. A manjedoura, a gruta, o lugar dos animais onde Jesus nasceu representa a vida do homem sem Deus, um mundo de pura animalidade. Este nosso mundo seria pouco humano, se nele não tivesse nascido Jesus.
Por fim, tenha-se presente que o Papa encerra a questão afirmando que «nenhuma representação do presépio prescindirá do boi e do jumento» (pág.62).
Ainda bem que se levantou o clamor, para assim se ler o recente livro de Bento XVI, “A Infância de Jesus”! Que rica prenda de Natal para nós e para dar aos amigos!
Padre Marcos Gonçalves

Santana - Paz à sua alma!

Faleceu António Fernandes de Freitas do Lombo do Curral, freguesia de Santana. Funeral nesta segunda feira 10 de Dezembro com missa de corpo presente às 15.30h na Igreja paroquial de Santana. Rezemos pelo seu eterno descanso. PN; AM; GP.

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O tempo em Santana