Diocese do Funchal - Ano Pastoral 2018 / 2019 - "Ser Cristão, viver em Missão" Ano Missionário extraordinário: "Todos, tudo e sempre em Missão"

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ORAÇÃO A SANTA CATARINA LABOURÉ



Ó Deus, que prometestes habitar nos corações puros, dai-nos, pela intercessão de Santa Catarina Labouré, viver de tal modo, que possais fazer em nós a Vossa morada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

«Não se perderá um só cabelo da vossa cabeça»

 
Em que é que os julgamentos de Deus são justos? No sentido em que é pelo esforço e pelas dificuldades que chegamos à recompensa do céu. Assim como, pelo julgamento dos homens, é atribuída a coroa de um prémio aos atletas que lutam, assim também a palma da vitória é concedida pelo juízo de Deus aos cristãos que combatem (cf 1 Cor 9,25). «Ao que vencer, farei que se sente Comigo no meu trono» diz o Senhor (Ap 3,21).
Tal como a prata se purifica pelo fogo, assim também a nossa vida é provada pelo fogo, a fim que a força da nossa virtude se manifeste nos combates. [...] Na verdade, fazemos alguma coisa de especial louvando a Deus no bem-estar, quando nada de desagradável nos perturba? O que é admirável é louvares o juízo de Deus no meio de dificuldades e aflições, não te revoltares nas privações, não permitires que estas te impeçam de louvar a Sua justiça. Quanto maior for a provação, maior o consolo que te está reservado. No entanto, para não caíres, quanto mais estiveres exposto às rudes dificuldades, mais deverás rezar ao Verbo de Deus para que te dê forças.    Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja  - 10º Sermão sobre o Salmo 118(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 28 de novembro de 2012


Mas antes de tudo isto, lançar-vos-ão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões e vos levarão à presença dos reis e dos governadores por causa do Meu nome. Isto vos será ocasião de dardes testemunho. Gravai, pois, nos vossos corações o não premeditar como vos haveis de defender, porque Eu vos darei uma linguagem e uma sabedoria à qual não poderão resistir, nem contradizer, todos os vossos inimigos. Sereis entregues por vossos pais, irmãos, parentes e amigos, e farão morrer muitos de vós; e sereis odiados de todos por causa do Meu nome; mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas. Lc 21, 12-19 

Santana - Paz à sua alma!

 
 
Faleceu Agostinho Sousa Viveiros da Fonte da Pedra, freguesia de Santana. Funeral nesta quarta feira 28 de Novembro com missa de corpo presente às 14h na igreja paroquial de Santana. Rezemos pelo seu eterno descanso. PN; AM; GP.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012


ORAÇÃO A SANTA CATARINA LABOURÉ

Ó Deus, que prometestes habitar nos corações puros, dai-nos, pela intercessão de Santa Catarina Labouré, viver de tal modo, que possais fazer em nós a Vossa morada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Novena da Medalha Milagrosa

A 27 de novembro de 1830, na Capela das Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo, em Paris, a Santíssima Virgem, se manifestou à humilde noviça Catarina Labouré. A Virgem apareceu sobre um globo, pisando uma serpente e segurando nas mãos um globo menor, oferecendo-o a Deus, num gesto de súplica. Maria fala, então, à feliz vidente: Este globo representa o mundo inteiro e cada pessoa em particular.

De repente o globo desapareceu e suas mãos se estenderam suavemente, derramando sobre o globo brilhantes raios de luz. Formou-se assim um quadro oval, rodeado pelas palavras: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Virou-se então o quadro, aparecendo, no reverso, um “M” encimado por uma cruz e, embaixo, os corações de Jesus e de Maria.

E a Santíssima Virgem lhe pediu: Faça cunhar uma medalha conforme este modelo. E prometeu: as pessoas que a trouxerem com fé e confiança receberão graças especiais.

Fazer o sinal-da-cruz

Ato de Contrição (Todos os Dias)
Senhor meu, Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, Criador e Redentor meu. Por serdes vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, por Vos ter ofendido, e pesa-me também por ter perdido o Céu e merecido o Inferno.
Mas proponho firmemente, com o auxílio de Vossa divina graça e pela poderosa intercessão de Vossa Mãe Santíssima, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender.
Espero alcançar o perdão de minhas culpas, por Vossa infinita misericórdia. Assim seja.

Rezar três vezes: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!

1ª Dia da Novena
Contemplemos a Virgem Imaculada em sua primeira aparição a Santa Catarina Labouré. A piedosa noviça, guiada por seu Anjo da Guarda, é apresentada à Imaculada Senhora. Consideremos sua inefável alegria. Seremos também felizes como Santa Catarina se trabalharmos com ardor na nossa santificação. Gozaremos as delícias do Paraíso se nos privarmos dos gozos terrenos.

Todos os Dias
Rezar três ave-marias, seguida cada uma da invocação: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!

Oração Final (Todos os Dias)
Santíssima Virgem, eu reconheço e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida, uma boa morte e a graça de (pede-se uma graça), que peço com toda a confiança. Amém.

2ª Dia da Novena – Lágrimas de Maria
Contemplemos Maria chorando sobre as calamidades que viriam sobre o mundo, pensando que o Coração de seu filho seria ultrajado, a cruz, escarnecida, e seus filhos prediletos, perseguidos. Confiemos na Virgem compassiva e também participaremos do fruto de suas lágrimas.

3ª Dia da Novena – Proteção de Maria
Contemplemos Nossa Imaculada Mãe dizendo em suas aparições a Santa Catarina: eu mesma estarei convosco: não vos perco de vista e vos concederei abundantes graças. Sede para mim, Virgem Imaculada, o escudo e a defesa em todas as necessidades.

4ª Dia da Novena – Segunda Aparição
Estando Santa Catarina Labouré em oração, a 27 de novembro de 1830, apareceu-lhe a Virgem Maria, formosíssima, esmagando a cabeça da serpente infernal. Nessa aparição vemos seu desejo imenso de nos proteger sempre contra o inimigo de nossa salvação. Invoquemos a Imaculada Mãe com confiança e amor!

5º Dia da Novena - As Mãos de Maria
Contemplemos hoje Maria desprendendo de suas mãos raios luminosos. Esses raios, disse Ela, são a figura das graças que derramo sobre todos aqueles que mas pedem e aos que trazem com fé minha medalha.
Não desperdicemos tantas graças! Peçamos com fervor, humildade e perseverança, e Maria Imaculada no-las alcançará.

6ª Dia da Novena – Terceira Aparição
Contemplemos Maria aparecendo a Santa Catarina, radiante de luz, cheia de bondade, rodeada de estrelas, mandando cunhar uma medalha e prometendo muitas graças a todos que a trouxerem com devoção e amor. Guardemos fervorosamente a Santa Medalha, e, como um escudo, ela nos protegerá dos perigos.

7º Dia da Novena
Ó Virgem Milagrosa, Rainha Excelsa, Imaculada Senhora, sede minha advogada, meu refúgio e asilo nesta Terra, minha fortaleza e defesa na vida e na morte, meu consolo e minha glória no Céu.

8º Dia da Novena
Ó Virgem Imaculada da Medalha Milagrosa, fazei com que esses raios luminosos que irradiam de vossas mãos virginais iluminem minha inteligência para melhor conhecer o bem e abram em meu coração vivos sentimentos de fé, esperança e caridade.

9º Dia da Novena
Ó Mãe Imaculada, fazei com que a cruz de vossa medalha brilhe sempre diante de meus olhos, suavize as penas da vida presente e me conduza à vida eterna.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A humildade e seriedade intelectual de Joseph Ratzinger / Bento XVI

«No caso de um texto como o da Bíblia, cujo autor último e mais profundo – segundo a nossa fé – é o próprio Deus, a questão sobre a relação do passado com o presente faz parte, inevitavelmente, da própria interpretação. Assim fazendo, não diminui a seriedade da pesquisa histórica, mas aumenta-a.Tomei a peito dialogar neste sentido com os textos. Entretanto, estou bem ciente de que este diálogo, na ligação entre passado, presente e futuro, não poderá jamais dar-se por completo e de que toda a interpretação fica aquém da grandeza do texto bíblico.» (Do prefácio de “A Infância de Jesus” - Joseph Ratzinger / Bento XVI)

O Evangelho do dia 22 de novembro de 2012

Quando chegou perto, ao ver a cidade, chorou sobre ela, dizendo: «Se ao menos neste dia que te é dado, tu também conhecesses o que te pode trazer a paz!... Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque virão para ti dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, te sitiarão, te apertarão por todos os lados, te deitarão por terra a ti e aos teus filhos que estão dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo em que foste visitada».    Lc 19, 41-44

22 de Novembro - Santa Cecília, virgem, mártir, séc. III ou IV

Segundo a Passio Sanctae Caeciliae, Santa Cecília pertencia à mais antiga nobreza romana. A seu respeito diz a Liturgia das Horas: "O culto de Santa Cecília, em honra da qual no século quinto foi construída em Roma uma basílica, difundiu-se por causa de sua Paixão (descrição de seu martírio). Nela, Santa Cecília é exaltada como o modelo mais perfeito de mulher cristã, que por amor a Cristo professou a virgindade e sofreu o martírio. Segundo esta Paixão, ela havia-se consagrado a Deus. No dia das núpcias, participou essa decisão ao marido, dizendo-lhe que um anjo velava noite e dia por ela. Valeriano, seu marido, disse que somente acreditaria se visse o anjo. Santa Cecília aconselhou-o a visitar o papa Urbano, que se havia refugiado nas catacumbas. Deste encontro resultou a conversão do marido e de Tibúrcio, seu irmão, os quais sofreram o martírio logo depois, por sepultarem os corpos dos mártires."

Santa Cecília recolheu os corpos do esposo e do cunhado e sepultou-os na sua propriedade, na via Ápia. Isto lhe valeu o martírio. Morreu decapitada, por ter sobrevivido à morte por asfixia no caldário.

Santa Cecília foi uma das santas mais veneradas durante a Idade Média. O seu nome vem citado no cânon da missa. Dentre as santas é a que maior número de basílicas teve em Roma. A nenhuma outra santa a cristandade consagrou tantas igrejas quanto a ela. É também a padroeira dos músicos.

XVIII Semana Cultural da Ilha - 02 a 09 de Dezembro de 2012


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Publicações/Vaticano: Novo livro do Papa vai ajudar a «repensar» o Natal, diz cardeal Gianfranco Ravasi

Publicações/Vaticano: Novo livro do Papa vai ajudar a «repensar» o Natal, diz cardeal Gianfranco Ravasi


O novo livro do papa Bento XVI, intitulado “A Infância de Jesus”, é apresentado amanhã, informou o Vaticano, que também confirmou que a obra é lançada em mais de 20 idiomas, incluindo o português.
O livro, que encerra a trilogia de Joseph Ratzinger sobre Jesus, é apresentado pelo cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, pela brasileira María Clara Bingemer, professora de teologia da Universidade Católica Pontifícia do Rio de Janeiro (PUC-RJ), pelo sacerdote Giuseppe Costa, director da Livraria Editorial Vaticana, e Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano.
Em “A Infância de Jesus”, livro que o Vaticano já adiantou um trecho, Bento XVI escreve que Jesus não nasceu e apareceu em público numa data imprecisa, mas numa época “perfeitamente datável e num ambiente geográfico perfeitamente indicado”.
“Jesus nasceu numa época determinada com precisão. No início da actividade pública de Jesus, Lucas oferece mais uma vez uma data detalhada desse momento histórico: é no ano 15 do império de Tibério César. Além disso, menciona-se o nome do governador romano daquele ano e os tetrarcas da Galiléia, Iiture e Traconitide, assim como o de Abilene e chefes sacerdotes”, escreveu o Papa.
Em relação ao nascimento, o livro aponta que Maria envolve a criança em fraldas, gazes.
“Sem sentimentalismos, podemos imaginar o amor com que Maria se preparou para esse momento e como preparou o nascimento do Filho”, afirmou o Papa, que também analisa como a tradição dos ícones interpretou o presépio e as gazes em termos teológicos.
O menino envolvido em gazes apresenta-se como uma antecipação da hora da sua morte, realçou o Papa, que também acrescentou que o presépio do portal de Belém é considerado uma espécie de altar.

Bento XVI, que é um estudioso de Santo Agostinho, diz que o santo de Hipona interpretou o presépio de uma maneira que num princípio se mostra incorrecta, “mas que acaba como uma profunda verdade”.
“O presépio é o lugar no qual os animais encontram a sua comida. No presépio nasce o que é considerado como o verdadeiro pão que chega do céu, como o verdadeiro sustento de que o homem necessita para ser um ser humano. É o sustento que dá ao homem a verdadeira vida, a eterna”, descreveu o Papa.
Nesse sentido, prossegue o pontífice, o presépio é o refeitório, a mesa, o local onde o homem é convidado a receber o pão de Deus.


O Evangelho do dia 20 de Novembro de 2012


Tendo entrado em Jericó, atravessava a cidade. Eis que um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos e rico, procurava conhecer de vista Jesus, mas não podia por causa da multidão, porque era pequeno de estatura. Correndo adiante, subiu a um sicómoro para O ver, porque havia de passar por ali. Quando chegou Jesus àquele lugar, levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, porque convém que Eu fique hoje em tua casa». Ele desceu a toda a pressa, e recebeu-O alegremente. Vendo isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa de um homem pecador». Entretanto, Zaqueu, de pé diante do Senhor, disse-Lhe: «Eis, Senhor, que dou aos pobres metade dos meus bens e, naquilo em que tiver defraudado alguém, restituir-lhe-ei o quádruplo». Jesus disse-lhe: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque este também é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido».   Lc 19, 1-10

«Desce depressa»



São Gregório de Narek (c. 944-c. 1010), monge e poeta arménio
Jesus, Filho único do Pai, 668-673; SC 203


Não me ergui desta terra miserável,
Como Zaqueu, o publicano,
Montado em alta árvore de sabedoria
Para Te contemplar na Tua divindade.

A pequena estatura do homem espiritual que há em mim
Não cresceu por boas obras:
Ao contrário, foi sempre diminuindo
Até me fazer voltar a beber leite, como criança (cf 1Co 3,2).

Pegando às avessas na parábola,
Direi que subi à árvore da sensualidade
Por amor às coisas de agradável gosto deste mundo,
Tal outro Zaqueu montado em diversa figueira.

Com Tuas poderosas palavras,
Faz-me daí descer depressa, como fizeste a ele;
Vem-Te abrigar na casa da minha alma,
E, conTigo, o Pai e o Santo Espírito.

Faz que este corpo que tanto mal causou à minh'alma
Lhe dê o quádruplo em serviço
E metade de seus bens
A este meu empobrecido livre arbítrio.

A fim de que, segundo as palavras de salvação que dirigiste a Zaqueu,
Também eu seja digno de ouvir a Tua voz,
Pois também eu sou filho de Abraão,
E sigo a fé do nosso patriarca.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Cada santo é como um raio de luz que sai da palavra de Deus, afirma Bento XVI

Um raio de luz


Cada santo é como um raio de luz que sai da palavra de Deus, afirma Bento XVI. As grandes espiritualidades na história da Igreja surgiram de uma referência explícita à Sagrada Escritura. Entre os mais recentes pensemos também em São Josemaría e na sua pregação sobre o chamamento universal à santidade.
 
Certamente não é por acaso que as grandes espiritualidades, que marcaram a história da Igreja, nasceram de uma explícita referência à Escritura. Penso, por exemplo, em Santo Antão Abade, que se decide ao ouvir esta palavra de Cristo: «Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que possuíres, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no céus; depois, vem e segue-Me» (Mt 19, 21).
Igualmente sugestivo é São Basílio Magno, quando, na sua obra Moralia, se interroga: «O que é próprio da fé? Certeza plena e segura da verdade das palavras inspiradas por Deus. (…) O que é próprio do fiel? Com tal certeza plena, conformar-se com o significado das palavras da Escritura, sem ousar tirar nem acrescentar seja o que for».

São Bento, na sua Regra, remete para a Escritura como «norma rectíssima para a vida do homem». São Francisco de Assis – escreve Tomás de Celano – «ao ouvir que os discípulos de Cristo não devem possuir ouro, nem prata, nem dinheiro, não devem trazer alforge, nem pão, nem cajado para o caminho, não devem ter vários pares de calçado, nem duas túnicas, (…) logo exclamou, transbordando de Espírito Santo: Com todo o coração isto quero, isto peço, isto anseio realizar!».

E Santa Clara de Assis reproduz plenamente a experiência de São Francisco: «A forma de vida da Ordem das Irmãs pobres (…) é esta: observar o santo Evangelho do Senhor nosso Jesus Cristo». Por sua vez, São Domingos de Gusmão «em toda a parte se manifestava como um homem evangélico, tanto nas palavras como nas obras», e tais queria que fossem também os seus padres pregadores: «homens evangélicos».

Santa Teresa de Ávila, nos seus escritos, recorre continuamente a imagens bíblicas para explicar a sua experiência mística, e lembra que o próprio Jesus lhe manifesta que «todo o mal do mundo deriva de não se conhecer claramente a verdade da Sagrada Escritura». Santa Teresa do Menino Jesus encontra o Amor como sua vocação pessoal, quando perscruta as Escrituras, em particular os capítulos 12 e 13 da Primeira Carta aos Coríntios; e a mesma Santa assim nos descreve o fascínio das Escrituras: «Apenas lanço o olhar sobre o Evangelho, imediatamente respiro os perfumes da vida de Jesus e sei para onde correr».

Cada Santo constitui uma espécie de raio de luz que brota da Palavra de Deus: assim o vemos também em Santo Inácio de Loyola na sua busca da verdade e no discernimento espiritual, em São João Bosco na sua paixão pela educação dos jovens, em São João Maria Vianney na sua consciência da grandeza do sacerdócio como dom e dever; em São Pio de Pietrelcina no seu ser instrumento da misericórdia divina; em São Josemaría Escrivá na sua pregação sobre a vocação universal à santidade; na Beata Teresa de Calcutá missionária da caridade de Deus pelos últimos; e nos mártires do nazismo e do comunismo representados, os primeiros, por Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), monja carmelita, e os segundos pelo Beato Aloísio Stepinac, Cardeal Arcebispo de Zagreb.
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Lido em: EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL VERBUM DOMINI DO SANTO PADRE BENTO XVI AO EPISCOPADO, AO CLERO ÀS PESSOAS CONSAGRADAS E AOS FIÉIS LEIGOS SOBRE A PALAVRA DE DEUS NA VIDA E NA MISSÃO DA IGREJA

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A luz que me leva pela mão


São Simeão o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego, santo das Igrejas Ortodoxas
Hino 18; SC 174

Nós conhecemos o amor que Tu nos deste, um amor sem limite, inexprimível, que nada pode conter; ele é luz, luz inacessível, luz que age em tudo. [...] Na verdade, o que não faz essa luz e o que não é? Ela é encanto e alegria, doçura e paz, misericórdia sem fim, abismo de compaixão. Quando a possuo, não dou por ela; só a vejo quando ela parte; precipito-me para a agarrar e ela desaparece. Não sei que fazer e esgoto as minhas forças. Aprendo a pedir e a procurar com lágrimas e com grande humildade, e a não considerar possível o que ultrapassa a natureza, nem como resultado do meu poder ou do esforço humano o que vem da compaixão de Deus e da Sua infinita misericórdia. [...]
  
Essa luz leva-nos pela mão, fortifica-nos, ensina-nos, mostra-se e depois foge quando temos necessidade dela. Não é quando nós a queremos — isso pertence aos perfeitos —, mas é quando estamos em trabalhos e completamente exaustos que ela vem em nosso socorro. Ela aparece de longe e consigo senti-la no meu coração. Grito até ficar estrangulado de tanto querer agarrá-la, mas tudo é noite e as minhas pobres mãos estão vazias. Esqueço tudo, sento-me e choro, desesperando de a tornar a ver assim mais uma vez. Quando já chorei muito e consinto em parar, então, vindo misteriosamente, ela toma a minha cabeça e eu desfaço-me em lágrimas sem saber quem está aqui a iluminar o meu espírito com uma luz tão doce.    (Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 19 de novembro de 2012


Sucedeu que, aproximando-se eles de Jericó, estava sentado à beira da estrada um cego a pedir esmola. Ouvindo a multidão que passava, perguntou que era aquilo. Disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava. Então ele clamou: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!». Os que iam adiante repreendiam-no para que se calasse. Porém, ele, cada vez gritava mais: «Filho de David, tem piedade de mim!». Jesus, parando, mandou que Lho trouxessem. Quando ele chegou, interrogou-o: «Que queres que te faça?». Ele respondeu: «Senhor, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vê; a tua fé te salvou». Imediatamente, recuperou a vista, e foi-O seguindo, glorificando a Deus. Todo o povo, vendo isto, deu louvores a Deus.   Lc 18, 35-43

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Evangelho do dia 16 de novembro de 2012



Como sucedeu nos dias de Noé, assim sucederá também quando vier o Filho do Homem. Comiam e bebiam, tomavam mulher e marido, até ao dia em que Noé entrou na arca; e veio o dilúvio, que exterminou a todos. Como sucedeu também no tempo de Lot; comiam e bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Lot saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu, que exterminou a todos. Assim será no dia em que se manifestar o Filho do Homem. Nesse dia quem estiver no terraço e tiver os seus móveis em casa, não desça a tomá-los; da mesma sorte, quem estiver no campo, não volte atrás. Lembrai-vos da mulher de Lot. Quem procurar salvar a sua vida, perdê-la-á; quem a perder, salvá-la-á. Eu vos digo: Nessa noite, de duas pessoas que estiverem num leito, uma será tomada e a outra deixada. Duas mulheres estarão a moer juntas, uma será tomada e a outra deixada!». Omitido na Neo-Vulgata. Os discípulos disseram-Lhe: «Onde será isso, Senhor?». Ele respondeu-lhes: «Onde quer que estiver o corpo, juntar-se-ão aí também as águias». Lc 17, 26-37

Somos de Jesus e Jesus é nosso

«Peço-te que penses que Jesus é a tua verdadeira cabeça e que tu és um dos Seus membros. Ele é para ti o que a cabeça é para os seus membros; tudo o que é Seu é teu, espírito, coração, corpo, alma, todas as capacidades. Podes usá-las como sendo tuas (…). Mas tu és para Ele como um membro, pelo que Ele deseja intensamente empregar cada capacidade tua como sendo d’Ele (…).»
(Tratado sobre o Coração de Jesus – São João de Eudes)

Solidariedade global


«… a necessidade de uma solidariedade global é mais urgente que nunca, se aspiramos a que todos os povos vivam de uma forma respeitadora da sua dignidade»

(Excerto discurso na Casa Branca em 16/IV/2008 - Bento XVI)

A pobreza enriquece…


Partilhar é alegria!
"Vós conheceis a bondade de nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer pela Sua pobreza" (2Cor 8,8). Mas não sejamos hipócritas, desvirtuando este conceito verdadeiro e real, tentando aliviar a nossa consciência perante a pobreza e a miséria, pois à caridade, uma das três virtudes teologais, não nos podemos subtrair, sobre pretexto algum, sejamos pois, “(…), pessoas cujo coração Cristo conquistou com o seu amor, nele despertando o amor ao próximo”. (Deus caritas est, 33)    JPR

«Se não podeis entender que a pobreza enriquece, representai-vos em Jesus Cristo e em seguida dissipar-se-ão as vossas dúvidas. Com efeito se Jesus Cristo não se tivesse feito pobre, os homens não teriam podido enriquecer. Essas riquezas inefáveis, que por um milagre incompreensível para os homens encontrou a sua fonte na pobreza, são: o conhecimento de Deus e da verdadeira virtude, a libertação do pecado, a justiça, a santidade, e outros mil benefícios que Jesus Cristo já nos concedeu e que nos concederá ainda».
 
(Excerto Homilia sobre 2 Cor, 17 – São João Crisóstomo)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

REQUIEM - Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada


Algumas dicas para o meu funeral

Reverendíssimo Senhor Padre

Fico-lhe muito grato por celebrar as minhas exéquias e peço-lhe desde já que me desculpe pelo facto de não me levantar para o cumprimentar, mas a rigidez do meu cadáver não me consente essa deferência para com V. Revª. Quero crer que, depois da ressurreição dos mortos, o possa fazer, retribuindo então a gentileza desta celebração exequial.

Como sabe, não foi escolhido por ser o meu mais estimado irmão no sacerdócio mas, pelo contrário, por ser aquele que menos me apreciava e por isso também o que melhor me conhecia e aquele com quem eu mais concordava. Quis assim evitar a tolice, hoje muito em voga, do elogio fúnebre que, para além de vã, é idolátrica, na medida em que transfere para a criatura o louvor que é devido ao Criador. Não permita pois, Senhor Padre, que se profane a celebração litúrgica com evocações de familiares e amigos. Esse «culto dos mortos» é uma reminiscência pagã que não tem cabimento numa liturgia cristã, que é única e exclusivamente a celebração do Deus vivo. Peça-lhes antes que me perdoem as minhas muitas faltas e que sufraguem a minha alma, sobretudo mandando celebrar o Santo Sacrifício do Altar por todas as almas do purgatório.

Ao contrário dos que presumem a entrada imediata no Céu e, por isso, dispensam as orações pelos fiéis defuntos, tenho consciência de que só pela misericórdia de Deus me poderá ser concedida a graça de uma posterior purificação, que poderá ser abreviada com as orações, sacrifícios e indulgências de quem tiver por bem rezar pela minha alma. Bem hajam!

Não quero outras flores que as que ornamentem o Sacrário ou as que se coloquem aos pés de Nossa Senhora. Não quero luto, nem lágrimas, não quero gravatas pretas nem vestes sombrias, porque sei que não me aguarda um Juiz impiedoso, mas um Pai pródigo em amor e rico em misericórdia. É n’Ele que eu espero e é para Ele que, pela sua graça, eu vou, com a antecipada alegria de um encontro ardentemente desejado.

Queria ainda pedir-lhe um favor: não fale da morte porque, como sabe melhor do que eu, a morte não existe para um cristão. Fale da vida e da Vida: da etapa terrena da existência humana e da sua dimensão definitiva, na eternidade de Deus. Sim, fale sobretudo de Deus: quanto tempo se perde a falar do que não é nada e que pouco o tempo para pregar Aquele que é tudo!

Permita-me ainda uma última recomendação: se alguém lhe perguntar de quem é o corpo a que se vai dar cristã sepultura, até que seja chegado o momento do juízo final e da ressurreição da carne, em que firmemente creio, diga apenas que este meu corpo que aí jaz mais não é do que a mortalha de um pobre pecador, de um padre qualquer que amava apaixonadamente Cristo e a sua Igreja e que pede a esse seu irmão na fé a esmola de uma oração.

Pela mesma razão já acima invocada, ainda não é desta que beijo a mão de Vossa Reverência, de quem sou, muito grato e obrigado,

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

domingo, 11 de novembro de 2012

A Partilha nº 96 - 11 a 18 de Novembro de 2012



Igreja promove Semana dos Seminários

Iniciativa nacional vai ser dedicada à figura dos padres e à centralidade do testemunho da fé

Lisboa, 10 nov 2012 (Ecclesia) – A Igreja Católica em Portugal vai promover a partir deste domingo e até ao dia 18 de novembro a Semana dos Seminários, procurando chamar mais jovens ao sacerdócio no contexto do Ano da Fé convocado por Bento XVI.
“A crise das vocações sacerdotais a que se assiste na Igreja é, sem dúvida, uma das consequências da erosão da fé cristã”, escreve o presidente da Comissão Episcopal de Vocações e Ministérios (CEVM), D. Virgílio Antunes.
O prelado admite que as vocações sacerdotais dependem de muitos fatores, mas diz que “o testemunho de fé dos sacerdotes é, sem dúvida, um dos mais relevantes”.
“O padre é chamado homem de fé. No meio de todas as suas atividades, a fé, assumida e testemunhada, há de sobressair como o fogo que alimenta toda a sua vida”, refere.
O presidente da CEVM, da Conferência Episcopal Portuguesa, sustenta que “as comunidades cristãs têm cada vez mais apreço pelo sacerdote, sobretudo quando há uma relação de amizade, proximidade e disponibilidade”.
“Quando são tantas as solicitações que chegam aos sacerdotes e quando as comunidades cristãs são tão exigentes, é preciso que eles [sacerdotes] cultivem uma grande capacidade de discernimento para se não deixarem arrastar pelas realidades importantes, mas não decisivas”, alerta.
Neste contexto, D. Virgílio Antunes deixa votos de que os jovens possam ter “um contacto mais próximo com o testemunho de fé dos sacerdotes que servem, com entusiasmo, os seus irmãos e as comunidades”.
Na sua mensagem para a Semana dos Seminários 2012, o bispo de Coimbra adianta que a iniciativa quer oferecer aos fiéis “uma oportunidade de aprofundamento sobre o mistério do padre e sobre o ministério que ele realiza” e convidar à oração pelas vocações sacerdotais “numa corrente contínua”.
“É pela oração que manifestamos a fé e a disponibilidade para aceitar a vocação e a vontade de Deus, especialmente na liturgia da Missa, participação sacramental no mistério de Cristo e na adoração eucarística, que lhe dá continuidade”, observa.
A mensagem e outros materiais preparados pela CEVM estão disponíveis, online, para que as comunidades católicas possam preparar esta celebração.
OC/LS

sábado, 10 de novembro de 2012

O Evangelho do dia 10 de Novembro de 2012 

 
«Portanto, Eu vos digo: Fazei amigos com as riquezas da iniquidade, para que, quando vierdes a precisar, vos recebam nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas iníquas, quem vos confiará as verdadeiras? E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se afeiçoará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro». Ora os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam todas estas coisas e troçavam d'Ele. Jesus disse-lhes: «Vós sois aqueles que pretendeis passar por justos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; o que é excelente segundo os homens é abominação diante de Deus.   Lc 16, 9-15

São Leão I Magno, papa, Doutor da Igreja

 

Nasceu na Toscana, no final do século IV, no ano 440. É considerado um dos papas mais eminentes da Igreja dos primeiros séculos. Assumiu o governo da Igreja numa época de grandes dificuldades, políticas e religiosas. A fé católica estava ameaçada pelas heresias que grassavam no Oriente.
São Leão procurou a todo custo preservar a integridade da fé, defendendo a unidade da Igreja. Em 451, durante o concílio da Calcedónia, a sua carta sobre as duas naturezas de Cristo foi aplaudida pelos bispos reunidos que disseram: Pedro falou pela boca de Leão. Enquanto homem de Estado, contemporizou a queda eminente do Império Romano, evitando com sua diplomacia que a ruína e os prejuízos materiais e culturais fossem ainda maiores. Para salvar a Cidade Eterna das pilhagens dos bárbaros, não se intimidou em enfrentar Genserico e Átila, debelando assim o perigo que parecia irreversível. Deixou escritos 96 Sermões e 173 cartas e numerosas homilias que chegaram até nós. São Leão Magno pontificou durante 21 anos. (Fonte: Evangelho Quotidiano)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O Evangelho do dia 9 de novembro de 2012

 

Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas sentados às suas mesas. Tendo feito um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo, e com eles as ovelhas e os bois, deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou as suas mesas. Aos que vendiam pombas disse: «Tirai isto daqui, não façais da casa de Meu Pai casa de comércio». Então lembraram-se os Seus discípulos do que está escrito: “O zelo da Tua casa Me consome”. Tomaram então a palavra os judeus e disseram-Lhe: Que sinal nos mostras para assim procederes?». Jesus respondeu-lhes: «Destruí este templo e o reedificarei em três dias». Replicaram os judeus: «Este templo foi edificado em quarenta e seis anos, e Tu o reedificarás em três dias?». Ora Ele falava do templo do Seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dos mortos os Seus discípulos lembraram-se do que Ele dissera e acreditaram na Escritura e nas palavras que Jesus tinha dito.         Jo 2, 13-22

«O templo de Deus é santo e esse templo sois vós» (1Co 3,17)

Santo Aelredo de Rielvaux (1110-1167), monge cisterciense
Sermão 8 para a a festa de São Bento

 
Ouvimos muitas vezes dizer que Moisés, depois de ter conduzido Israel para fora do Egipto, construiu no deserto um tabernáculo, uma tenda de santuário, graças às doações dos filhos de Jacob. [...] É preciso ver, como diz o apóstolo Paulo, que tudo isso era um símbolo (1Co 10,6). [...] Sois vós, meus irmãos, que sois agora o tabernáculo de Deus, o templo de Deus, como explica o apóstolo: «O templo de Deus é santo, e esse templo sois vós.» Templo onde Deus reinará eternamente, vós sois a Sua tenda, pois Ele acompanha-vos no caminho; Ele tem sede em vós, tem fome em vós. Essa tenda continua a ser transportada [...] pelo deserto desta vida, até chegarmos à Terra Prometida. Então a tenda tornar-se-á Templo e o verdadeiro Salomão dedicá-lo-á «durante sete dias mais sete dias» (1R 8,65), isto é, durante o duplo repouso [...] da imortalidade para o corpo e da beatitude para a alma.

Mas, de momento, se somos verdadeiros filhos espirituais de Israel, se saímos espiritualmente do Egipto, façamos todos oferendas para a construção do tabernáculo [...]: «Cada um recebe de Deus o seu próprio carisma, um de uma maneira, outro de outra» (1Co 7,7). [...] Que tudo seja, portanto, comum a todos. [...] Que ninguém considere o carisma que recebeu de Deus como seu bem pessoal; que ninguém tenha ciúmes dum carisma que o seu irmão tenha recebido. Mas cada um considere aquilo que lhe pertence como sendo de todos os irmãos, e não hesite em considerar como seu o que é de seu irmão. Segundo o Seu desígnio misericordioso, Deus age para connosco de modo que todos tenhamos necessidade dos outros: o que um não tem, pode encontrá-lo no irmão. [...] «Os muitos que somos formamos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros que pertencem uns aos outros» (Rm 12,5).

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Festa da dedicação de uma catedral, festa da Igreja

Basílica de S. João Latrão - Roma
Uma catedral é fruto de um desejo momentâneo ou é algo que se pode realizar pela vontade? [...] Com toda a certeza, as igrejas que herdámos não resultam apenas da gestão de capitais, nem são uma pura criação do génio; são fruto do martírio, de grandes feitos e de sofrimentos. As suas fundações são muito profundas; elas assentam sobre a pregação dos apóstolos, sobre a confissão da fé dos santos, e sobre as primeiras conquistas do Evangelho no nosso país. Tudo o que é nobre na sua arquitectura, que cativa os olhos e chega ao coração, não é um puro resultado da imaginação dos homens, é um dom de Deus, é uma obra espiritual.

A cruz assenta sempre no risco e no sofrimento, é sempre regada com lágrimas e sangue. Em parte alguma cria raízes e dá fruto se a pregação não for acompanhada de renúncia. Os detentores do poder podem fazer um decreto, favorecer uma religião, mas não a podem estabelecer, podem apenas impô-la. Só a Igreja pode estabelecer a Igreja. Só os santos, os homens mortificados, os pregadores da rectidão, os confessores da verdade, podem criar uma verdadeira casa para a verdade.

É por isso que os templos de Deus são também os monumentos dos Seus santos. [...] A sua simplicidade, a sua grandeza, a sua solidez, a sua graça e a sua beleza não fazem senão recordar a paciência e a pureza, a coragem e a doçura, a caridade e a fé daqueles que não adoraram a Deus apenas nas montanhas e nos desertos; eles sofreram, mas não em vão, porque outros herdaram os frutos do seu sofrimento (cf Jo 4, 38). Efectivamente, a longo prazo, a sua palavra deu fruto; fez-se Igreja, esta catedral onde a Palavra vive desde há muito tempo. [...] Felizes os que entram nesta relação de comunhão com os santos do passado e com a Igreja universal. [...] Felizes os que, entrando nesta igreja, penetram de coração no céu.
Beato John Henry Newman
PPS, vol 6, n° 19

Dedicação da Basílica São João de Latrão


Hoje a Igreja universal celebra a festa da igreja-mãe de todas as igrejas de Roma e do mundo: a dedicação da basílica do Santíssimo Salvador ou de São João de Latrão. Esta basílica foi construída por Constantino na colina de Latrão ou Lateranense, quando era papa Melquíades (311-314). Ao contrário do que muitos pensam, é esta basílica e não a basílica de São Pedro, no Vaticano, o templo mais antigo. Aqui foram celebrados cinco Concílios ecuménicos. Nela se guardam relíquias. A festa de hoje tem um carácter importante, que é celebrar a unidade e o respeito para com a Sé Romana.     (Fonte: Evangelho Quotidiano)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

PAPA BENTO XVI - AUDIÊNCIA GERAL 07.11.12

O Ano da Fé. O desejo de Deus


Queridos irmãos e irmãs,
O homem traz dentro de si um misterioso desejo de Deus. E embora muitos dos nossos contemporâneos possam objectar que não sentem tal desejo, este não desapareceu completamente do seu coração. Na verdade, por detrás dos mais diversos desejos que o movem, esconde-se um desejo fundamental que nunca está plenamente saciado. O homem conhece bem aquilo que não o sacia, mas não pode imaginar nem definir o que lhe faria experimentar aquela felicidade de que sente nostalgia no coração. O homem é um «mendigo de Deus» e, só em Deus, encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso. Por isso, não se trata de sufocar o desejo que está no coração do homem mas de o libertar, a fim de que possa alcançar a sua verdadeira altura.

Papa Bento XVI
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 07 de Novembro de 2012

Jornada Diocesana do Apostolado dos Leigos - 24 de Novembro 2012


O Evangelho do dia 7 de novembro de 2012


Ia com Ele grande multidão de povo. Jesus, voltando-Se, disse-lhes: «Se alguém vem a Mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs, e até a sua vida, não pode ser Meu discípulo. Quem não leva a sua cruz e não Me segue não pode ser Meu discípulo. Porque qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e ver se tem com que a acabar? Para que, se depois de ter feito as fundações não a puder terminar, não comecem todos os que a virem a troçar dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde terminar. Ou qual é o rei que, estando para entrar em guerra contra outro rei, não se assenta primeiro a considerar se com dez mil homens pode ir enfrentar-se com aquele que traz contra ele vinte mil? Doutra maneira, quando o outro ainda está longe, enviando embaixadores, pede-lhe paz. «Assim pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser Meu discípulo.  Lc 14, 25-33

A Bíblia em festa - Fórum Machico - 10 de Novembro a 02 de Dezembro 2012 - PROGRAMA




terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Evangelho do dia 6 de novembro de 2012



Tendo ouvido estas coisas um dos convivas disse-Lhe: «Bem-aventurado quem participar do banquete no reino de Deus». Jesus respondeu-lhe: «Um homem fez uma grande ceia para a qual convidou a muitos. À hora da ceia, mandou um servo dizer aos convidados: Vinde, porque tudo está preparado. Mas todos à uma começaram a escusar-se. O primeiro disse-lhe: Comprei um campo, e preciso ir vê-lo; peço que me dês por escusado. Outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las; peço-te que me dês por escusado. Disse também outro: Casei-me, por isso não posso ir. «Voltando o servo, referiu estas coisas ao seu senhor. Então, irado, o pai de família disse ao seu servo: Vai já pelas praças e pelas ruas da cidade; traz cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. Disse o servo: Senhor, está feito como mandaste e ainda há lugar. Disse o senhor ao servo: Vai pelos caminhos e ao longo dos cercados; e força-os a vir, para que se encha a minha casa. Pois eu vos digo que nenhum daqueles que foram convidados provará a minha ceia».  Lc 14, 15-24

São Nuno de Santa Maria (Santo Condestável) - Herança a honrar




Foi a Pátria a sua grande paixão. Pela Pátria viveu, com ela sofreu, por ela lutou. E sempre com grande sucesso. E quando, em pleno vigor, se decidiu retirar do mundo e abandonar as glórias e privilégios a que tinha direito, uma vez mais o seu coração reflectiu o grande amor que tinha a Portugal. Um amor inseparável de Deus e de Nossa Senhora, ao ponto do nome que escolheu - Frei Nuno de Santa Maria - estar intrinsecamente ligado à Nação – Terra de Santa Maria - que ele próprio tinha ajudado consolidar.
É o hoje o seu dia: 6 de Novembro, festa do Santo Condestável. E nós somos os seus herdeiros.
Que a sua memória não se reduza a um mero saudosismo ou a uma fuga para trás, mas, pelo contrário, que, nas actuais circunstâncias, São Nuno de Santa Maria nos ajude a vencer a mediocridade e a ultrapassar o nosso marasmo. Para que, através do nosso contributo, Portugal possa merecer o Santo que tem.

Aura Miguel


(Fonte: site Rádio Renascença em 2009)

São Nuno de Santa Maria (Santo Condestável)



São Nuno de Santa Maria (Santo Condestável): Nasceu a 24 de Junho de 1360 no Castelo do Bonjardim. Aos 13 anos fazia parte do séquito do rei Dom Fernando e por essa altura foi armado Cavaleiro. Por obediência a seu pai casa com D. Leonor de Alvim, rica dama de Entre-Douro-e-Minho. Do casamento nasceu uma filha: Dona Beatriz. Após a morte de D. Fernando e porque a filha deste era casada com o rei de Espanha, vendo ameaçada a independência nacional entra em actividade política. Em Santarém dá-se o estranho encontro com o Alfageme de Santarém. Convidado pelo Mestre de Avis foi eleito Regedor e Defensor do Reino. Após vencer várias batalhas (Atoleiros, Aljubarrota) e já viúvo lança ombros à construção do Convento do Carmo, em Lisboa. Em 1422 partilha os seus bens e professa no Carmo, em 15 de Agosto de 1423. Sempre o dia de Nossa Senhora da Assunção a presidir aos momentos culminantes da sua vida. Ei-lo agora o asceta despegado de toda as ambições terrenas, frivolidades, entregue por completo ao único fito de adorar e servir a Deus: o herói de outra batalha que, depois de se ter mostrado invencível nas lutas do mundo, abandona tudo para se tornar apenas, humilde e feliz, Frei Nuno de Santa Maria.

A 15 de Janeiro de 1918 a Sagrada Congregação dos ritos, em sessão plenária, aprova e reconhece o culto do Santo Condestável, que o Papa Bento XV confirma, no decreto de 23 de Janeiro do mesmo ano. Em 26 de Abril de 2009, foi canonizado por Bento XVI.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O Evangelho do dia 5 de novembro de 2012


O Evangelho do dia 5 de novembro de 2012: Dizia mais àquele que O tinha convidado: «Quando deres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teu...

Zacarias e Isabel, parentes de Nossa Senhora

 
Zacarias e Isabel, parentes de Nossa Senhora: Os santos Zacarias e Isabel representam todos os pobres e oprimidos, que têm em Deus a única esperança. Eles receberam a graça de Deus por...

domingo, 4 de novembro de 2012

Diocese do Funchal - Informação

Transladação dos restos mortais de D. David de Sousa,
Bispo Emérito do Funchal e Arcebispo Emérito de Évora
 
No próximo dia 10 de novembro será realizada, em Évora, a transladação dos restos mortais do D. David de Sousa, Bispo Emérito do Funchal, do Cemitério dos Remédios para a igreja do Espírito Santo, na mesma cidade. Será celebrada missa exequial, às 10h, seguida de tumulação, na capela lateral dedicada a S. Sebastião.
A igreja do Espírito Santo é propriedade do Seminário Maior de Évora, onde se encontra o cenotáfio do primeiro Arcebispo de Évora, o Cardeal Infante D. Henrique, e a sepultura de D. Manuel do Cenáculo Vilas Boas, um dos mais ilustres arcebispos de Évora.
Recorda-se que D. David de Sousa, nomeado Bispo do Funchal pelo Papa Pio XII, em 25 de Setembro de 1957, foi transferido da sede do Funchal para Évora, em 15 de Setembro de 1965, tendo entrado nesta Arquidiocese no dia 23 de Janeiro de 1966, onde permaneceu até ao dia 8 de Dezembro de 1981. Nesta data tomou posse da sede eborense D. Maurílio Jorge Quintal de Gouveia e D. David de Sousa, franciscano, recolheu-se ao Convento da Luz, em Lisboa, onde viria a falecer no dia 5 de Fevereiro de 2006.
A Diocese do Funchal associa-se ao solene sufrágio e justa homenagem a D. David de Sousa, com a presença de D. Maurílio Quintal de Gouveia, Bispo Madeirense e o Diácono Pedro Nóbrega.

A Partilha nº 95 - 4 a 11 de Novembro 2012

Catequese paroquial - 2012/2013 - Tabela

Rezar cantando

Alguma música

O tempo em Santana