Diocese do Funchal - Ano Pastoral 2020 / 2021 - "A Eucaristia constrói-nos no caminho da Fé: Cristo Salva-te. Maria pôs-se a caminho ..."
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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Papa abre caminho à beatificação da irmã Mary Jane Wilson, falecida no Funchal


O Papa Francisco aprovou hoje a publicação do decreto que reconhece as ‘virtudes heroicas’ da irmã Mary Jean Wilson (1840-1916), que faleceu na Madeira e ali fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias.
 A religiosa, filha de pais ingleses, nasceu na Índia, a 3 de outubro de 1840, e morreu em Câmara de Lobos, a 18 de outubro de 1916, após um percurso de vida que a fez converter-se do anglicanismo ao catolicismo, assumindo o nome de irmã Maria de São Francisco. O reconhecimento das “virtudes heroicas” é uma fase do processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, e permite que, após a verificação de um milagre atribuído à intercessão da irmã Wilson, tenha lugar a sua beatificação, penúltima etapa para a declaração da santidade.
A religiosa recebeu o batismo em França, em 1874, e chegou à Madeira em maio de 1881, como enfermeira de uma doente inglesa. Após ter-se fixado no Funchal, dedicou-se à catequese das crianças, aos doentes e à educação, tendo instituído diversas obras a favor dos pobres. A 15 de Janeiro de 1884, com a primeira colaboradora, Amélia Amaro de Sá, fundou a Congregação das irmãs vitorianas. Em 1907, distinguiu-se pelo apoio às vítimas de uma epidemia de varíola na região sul da Madeira, o que lhe valeu a condecoração ‘Torre e Espada’, foi atribuída pelo rei D. Carlos.
Em outubro de 1910, com a revolução republicana, a congregação foi extinta e a irmã Wilson, depois de presa, foi expulsa para a Inglaterra, acabando por regressar um ano depois à Madeira, onde faleceu, em 1916, no Convento de São Bernardino (Câmara de Lobos). O processo de canonização teve início na Diocese do Funchal, em 1991.
in Ecclesia
11.10.13

domingo, 12 de junho de 2011

Palavras proferidas por Graça Alves na breve evocação da visita do Papa João Paulo II à Madeira, junto da sua estátua, no adro da Sé na abertura das comemorações dos 500 anos da criação da Diocese do Funchal

O tempo também se mede por passos. Como a vida. Como os homens que se põem a caminho para traçar novos rumos na História da Humanidade. O tempo que vale realmente a pena faz-se da matéria do amor. A Igreja é feita da mesma essência.

Falo, portanto de amor. Falo de um Homem que marcou trilhos de Deus no chão e amansou os mares para os nossos barcos. Fomos com ele à procura de Deus e encontramo-nos aqui, neste lugar onde o mar abraça a terra e os montes se erguem para o céu.

E agradecemos. Porque há 25 anos um homem santo pisou este chão, sagrado há 500. quando se fez Diocese. Nesse tempo como agora, a ilha continua a ser peregrina. E vai. Cristo descansa entre nós. Mudam os timoneiros, mas a Barca é a mesma.

 A minha voz de hoje é a voz desta diocese que, a caminho também, cruzou, um dia, os seus olhos com um Papa que, num momento fugaz mas eterno, cruzou o seu olhar com o desta terra  guardando-a dentro de si. Fomos com ele à procura de nós. Vamos com ele à procura do futuro que começa agora, no momento exacto em que, neste lugar, aos pés da memória, pretendemos construir o novo tempo.

Temos o seu sorriso doce a abraçar os nossos medos. Temos a sua protecção para o que há-de vir. Temos a imagem de Maria estampada nas velas. É Ela, Senhora de Fátima ou do Monte, que ilumina as noites das nossas tempestades.

Agora beato, o Papa João Paulo II ensina-nos o valor da paz, da misericórdia, da possibilidade de construir pontes entre os povos, entre as religiões, entre os homens.  
O tempo é de memória. O coração da ilha bate aqui. No centro da cidade. Na sede da diocese. Em nós.

Graça Alves 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Nota Pastoral da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa): beatificação de João Paulo II

1.    Os santos actualizam o Evangelho

No próximo dia 1 de Maio, a Igreja vai beatificar o Papa João Paulo II. A beatificação de alguém é a celebração agradecida pela vida e testemunho cristãos de um homem ou de uma mulher, proclamando a sua virtude e oficializando o seu culto público. Reconhecido o seu alto grau de santidade, isto é, provadas as suas «virtudes heróicas» e confirmadas por um milagre, a pessoa beatificada é proposta à veneração dos crentes como modelo, estímulo e intercessora junto de Deus.
Só Deus é verdadeiramente Santo. Mas todos os baptizados tornam-se «santos», como com toda naturalidade lhes chama S. Paulo nas suas cartas, por participação na vida e santidade de Cristo. No amor e na fidelidade ao Espírito Santo e à missão recebida da Igreja, a santidade original reflecte-se na santidade de carácter moral, que é um caminho feito de entrega e aperfeiçoamento espiritual no serviço de Deus e do próximo. É essa santidade que a Igreja, tantas vezes ao longo dos séculos, propõe aos contemporâneos e vindouros, como testemunho de qualidade humana e desafio de crescimento, como nos recorda o Concílio Vaticano II: «Todos os cristãos são chamados à santidade e obrigados a tender à perfeição do próprio estado de vida» (LG, 42). O viver cristão é um caminho de perfeição, que leva à felicidade verdadeira.

Rezar cantando

Alguma música

O tempo em Santana