Diocese do Funchal - Ano Pastoral 2018 / 2019 - "Ser Cristão, viver em Missão" Ano Missionário extraordinário: "Todos, tudo e sempre em Missão"

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

MENSAGEM DE BENTO XVI PARA O 44° DIA MUNDIAL DA PAZ - Liberdade religiosa, caminho para a paz

Liberdade religiosa, caminho para a paz
1.NO INÍCIO DE UM ANO NOVO, desejo fazer chegar a todos e cada um os meus votos: votos de serenidade e prosperidade, mas sobretudo votos de paz. Infelizmente também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa.

Penso, em particular, na amada terra do Iraque, que, no seu caminho para a desejada estabilidade e reconciliação, continua a ser cenário de violências e atentados. Recordo as recentes tribulações da comunidade cristã, e de modo especial o vil ataque contra a catedral siro-católica de «Nossa Senhora do Perpétuo Socorro» em Bagdad, onde, no passado dia 31 de Outubro, foram assassinados dois sacerdotes e mais de cinquenta fiéis, quando se encontravam reunidos para a celebração da Santa Missa. A este ataque seguiram-se outros nos dias sucessivos, inclusive contra casas privadas, gerando medo na comunidade cristã e o desejo, por parte de muitos dos seus membros, de emigrar à procura de melhores condições de vida. Manifesto-lhes a minha solidariedade e a da Igreja inteira, sentimento que ainda recentemente teve uma concreta expressão na Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, a qual encorajou as comunidades católicas no Iraque e em todo o Médio Oriente a viverem a comunhão e continuarem a oferecer um decidido testemunho de fé naquelas terras.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Paz à sua Alma!

Faleceu Manuel da Silva Jardim do Sítio do Granel, Freguesia da Ilha. O funeral é no próximo Domingo, dia 19 de Dez. com Missa de Corpo Presente às 14h na Igreja Paroquial da Ilha. A Missa do 7º dia é na 4ª feira às 18h na Igreja da Ilha. Rezemos pelo Eterno Descanso da sua Alma. PN, AM, GP.

Missa do Parto - Quinta-feira, 16 de Dezembro - Paróquia: caminho de Conversão

Palavra de Deus

1ª Leitura: Is 54, 1-10 – “O Senhor chamou-te como esposa repudiada”.
Salmo: Sl 29(30) – Eu Vos louvarei Senhor porque me salvastes.
Evangelho: Lc 7, 24-30 – Testemunho de Jesus sobre João Baptista.

Meditando a Palavra

Isaías grita contra uma esposa infiel; contra uma esposa estéril. Esta mulher é o Povo de Deus na sua vida morna e acomodada. Mas Deus, o esposo, não desista dela, mas a ama para sempre e sem quaisquer condições. Deus ama sempre a sua esposa e a resposta desta diante de um tão grande amor só pode ser a mudança, a conversão. Uma das grandes figuras do tempo de Advento é São João Baptista. Ele é a voz que brada no deserto e prepara o caminho para o Senhor que vem. Ele é a voz na simplicidade do descampado, vestido de pêlo de camelo e na austeridade da vida simples – alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre – aponta para o mais importante, o próprio Cristo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Todo o resto é secundário. Conversão é, pois, voltar para Deus e corresponder ao seu Amor.

Uma leitura pastoral

Todos temos consciência que a adesão a Cristo pelo baptismo não nos preserva da infidelidade, das fragilidades e do pecado. Por isso, Cristo instituiu a misericórdia de Deus em gestos eficazes de graça. A paróquia será o espaço onde é celebrado e vivido em comunidade a reconciliação. Ela será sempre um caminho e um convite à conversão, ao acolhimento; um verdadeiro caminho para descobrir o rosto de misericórdia de Deus que jamais desiste de nós.
Na paróquia experimentamos o perdão de Deus e o anunciamos na vida concreta em gestos de perdão e de vida; de vida mais renovada, mais humanizada. É este um dos grandes contributos da fé e da paróquia ao mundo de hoje.
Cada paróquia deve ser espaço de descoberta e de vivência do Sacramento da Reconciliação. Não haverá imagem mais bonita do que a de um sacerdote que no confessionário aguarda e espera o filho que volta ao abraço de Deus.
A conversão ocupa um lugar central na nossa pessoal e comunitária?

Para reflectir

A nossa paróquia atrai à conversão?
Como é celebrado o Sacramento da Reconciliação: horários, formas, lugares?


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Missa do Parto - Quarta-feira, 15 de Dezembro - Paróquia: lugar de encontro

Palavra de Deus

Is 45, 6b-8. 21b-26: “Eu sou o Senhor e não há outro”.
Salmo: Sl 84(85) - Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo.
Evangelho: Lc 7, 19-23 – “Ide contar a João o que vistes e ouvistes”.

Meditando a Palavra

João Baptista está preso e envia dois dos seus discípulos a irem ter com Jesus com esta mensagem: "És Tu Aquele que havia de vir ou devemos esperar outro?". Jesus não lhes responde com palavras mas com gestos; com o gesto de Deus presente que quer salvar todo o homem e dar-lhe vida. João esperava um messias castigador e o que vê, todo admirado, é um Messias com gestos de perdão, de cura e de salvação. Os cegos vêem, os coxos saltam, os surdos ouvem; representam a humanidade de todos os tempos que no encontro com Cristo são libertados das suas escravidões, dos vícios, das limitações e debilidades para descobrir com Cristo a vida que Ele nos vem oferecer. "Eu sou o Senhor e não há outro" expressão que surge na boca de Isaías várias vezes para voltar a sublinhar a descoberta do Deus verdadeiro, real, presente no meio do seu Povo; o único capaz de realizar maravilhas, contra todas as imagens falsas e redutoras de Deus. Seja este o tempo favorável para encontrar e ser encontrado por Deus e não pela imagem que fazemos D'Ele.

Uma leitura pastoral

Onde podemos descobrir o verdadeiro rosto de Cristo? Na Igreja. As comunidades paroquiais são comunidades cristãs que tornam presente a Igreja nas celebrações comunitárias, nos processos de iniciação à fé e nos processos de amadurecimento catequético; é nelas que os gestos sacramentais tornam visível a acção salvadora de Cristo. Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, nós também temos uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro. Ser paróquia será sempre ser espaço de encontro e de relação com Cristo e com os outros. Quanto mais perto estamos de Deus mais perto estaremos uns dos outros. Só seguindo Jesus é que se encontra o verdadeiro sentido da vida e, consequentemente, a alegria verdadeira e duradoura.

Para reflectir

Em que medida as nossas Paróquias são lugares privilegiados da educação da fé?
A vida litúrgica e sacramental são momentos de encontro e de descoberta do rosto de Cristo?

sábado, 11 de dezembro de 2010

MENSAGEM DO SR. BISPO - Renúncia do Advento, apelo à fraternidade!

Aproxima-se o Natal. Ao longo de quatro semanas, vivemos um tempo diferente, em “Advento” (vinda), na expectativa da celebração jubilosa do nascimento de Jesus.
 
Natal é a Festa, que em cada ano, na liturgia, faz renascer a esperança, a força e a coragem, na fé de que Deus envia o Seu Filho ao mundo, para abrir perspectivas de vida nova e Vida em abundância para todos os homens e mulheres. O Filho de Deus faz-se Homem para fazer dos homens filhos de Deus (cf. Jo 1,14) numa grande família de irmãos.
 
Advento e Natal aparecem-nos, por isso, como tempos especiais de atenção mútua, de interesse pela vida e problemas uns dos outros, de maior preocupação na entreajuda e partilha fraterna de bens. A quadra do Natal tem sempre a marca da solidariedade e da fraternidade cristã, que se traduz em gestos concretos de presença e ajuda a quem mais
precisa.
 
A chamada “Renúncia do Advento”, com apreciável tradição na nossa Diocese, insere-se neste espírito de caridade e desejo de resposta às situações concretas dos meios em que vivemos.
 
Assim, ouvidos o Conselho Presbiteral e os Responsáveis Diocesanos da Cáritas e das Conferências de S. Vicente de Paulo, perante as múltiplas necessidades que são chamados a assistir e ajudar, as ofertas da “Renúncia do Advento” deste ano destinam-se ao “Fundo Social Diocesano”, para ajudar famílias em situações especiais de pobreza, nomeadamente por razões de desemprego e maiores necessidades no apoio às crianças, doentes e idosos.
 
Como é costume, a recolha das ofertas da “Renúncia do Advento” faz-se em todas as igrejas da Diocese, nos ofertórios das Missas da festa da Epifania do Senhor, que será no próximo dia 2 de Janeiro. Pede-se aos Reverendos Párocos que expliquem aos fiéis o sentido positivo desta renúncia, como forma de penitência pessoal e serviço de amor fraterno.
 
As Paróquias e as Associações de Fiéis, conhecendo as necessidades reais das famílias das respectivas áreas de proximidade, poderão solicitar ajudas, nas condições acima indicadas, apresentando os respectivos casos à Cáritas Diocesana e às Conferências Vicentinas, através das quais se fará a distribuição do Fundo.
 
A Diocese agradece, desde já, a generosidade dos fiéis, sempre tão bem comprovada e testemunhada, perante situações e causas difíceis. Nem falta, neste momento de crise e dificuldades, em tempo de Natal, o estímulo do Amor-Caridade, reflexo da Bondade de Deus na dádiva do Seu Filho Jesus. Não haverá Natal sem espírito e gestos de fraternidade!

                               Funchal, 12 de Dezembro de 2010
 
                              † António Carrilho, Bispo do Funchal

Rezar cantando

Alguma música

O tempo em Santana