Diocese do Funchal - Ano Pastoral 2018 / 2019 - "Ser Cristão, viver em Missão" Ano Missionário extraordinário: "Todos, tudo e sempre em Missão"
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
 PARA O XXII DIA MUNDIAL DO DOENTE  2014
Fé e caridade: «Também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16)
 
 
 
Amados irmãos e irmãs!
1. Por ocasião do XXII Dia Mundial do Doente, que este ano tem como tema Fé e caridade: também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16), dirijo-me de modo particular às pessoas doentes e a quantos lhes prestam assistência e cura. A Igreja reconhece em vós, queridos doentes, uma presença especial de Cristo sofredor. É assim: ao lado, aliás, dentro do nosso sofrimento está o de Jesus, que carrega connosco o seu peso e revela o seu sentido. Quando o Filho de Deus subiu à cruz destruiu a solidão do sofrimento e iluminou a sua escuridão. Desta forma somos postos diante do mistério do amor de Deus por nós, que nos infunde esperança e coragem: esperança, porque no desígnio de amor de Deus também a noite do sofrimento se abre à luz pascal; e coragem, para enfrentar qualquer adversidade em sua companhia, unidos a Ele.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Semana do Consagrado - 26 de Janeiro a 02 de Fevereiro 2014

1. O Consagrado é outro Cristo 
A maior riqueza da Igreja está na possibilidade que lhe foi confiada de fazer de cada pessoa outro Cristo por meio do Batismo. Esta é a transformação mais radical que o Sacramento opera e que pode ser assumida na vivência da fé eclesial. Os Consagrados são, na Igreja, aqueles que receberam a vocação de testemunhar com a totalidade da sua pessoa esta nova realidade, por meio de uma configuração perfeita com o Senhor Jesus Cristo, expressa na vivência dos conselhos evangélicos da pobreza, da castidade e da obediência. Assumem uma forma específica de viver, transformados por Cristo, caraterizada pela radicalidade do seu estilo de vida. Esse é o contributo que a Igreja lhes pede e de que o mundo precisa como auxílio para vislumbrar o rosto de Deus. Há uma parte da missão da Igreja que não pode ter a expressão adequada sem a ação destes homens e mulheres totalmente imbuídos de Cristo, transformados por Cristo, rosto de Cristo.

2. O Consagrado encarna a alegria do Evangelho
A vocação de consagração é fruto da descoberta do significado mais profundo da alegria do Evangelho. Não se baseia nas alegrias ou satisfações do mundo, mas fundamenta-se em Deus, no Evangelho de Jesus Cristo, que é anuncio de salvação para os pobres e pecadores, já sobre esta terra, mas sempre a apontar para a alegria definitiva da comunhão com Ele, no Céu. Face a tantas insatisfações produzidas pela busca insaciável de alegrias fugazes, o Consagrado tem uma experiência de vida diferente a apresentar: o de uma alegria serena, discreta, sóbria, pacificadora. Esse testemunho tem tanto mais valor e capacidade de persuasão quanto mais é autêntico, vivido e sentido, quanto mais radica na comunhão com Cristo e com o Seu Evangelho. Neste sentido, podemos dizer que o Consagrado assume a vocação de ser, na Igreja, o Evangelho vivo da alegria, que seduz, irradia, transforma e conduz à conversão.

3. O Consagrado proclama a alegria do Evangelho 
Como toda a vocação cristã, a vocação de consagração inclui sempre as duas dimensões: viver e anunciar, ser discípulo e missionário. No respeito pela especificidade de cada um dos carismas fundadores, há um dinamismo comum a todos, que precisa de ser potenciado de forma adequada nas presentes circunstâncias da vida da Igreja. Os consagrados têm a especial missão de ocupar lugar ativo na “Igreja em saída” (cf. Evangelii gaudium 20), convocada pelo Papa Francisco para fazer a Evangelização do mundo. Homens e mulheres esperam esses momentos de graça, que serão de encontro com o Deus da vida e da alegria, mediados pelos que assumiram deixar-se transformar pela novidade do Evangelho.

4. Gratidão da Igreja 
Em nome da Igreja em Portugal agradecemos a todos os consagrados que, entre nós, têm sido um esplendoroso sinal do Deus que acolhe e ama todos os seus filhos, com especial predileção pelos mais pobres. Pedimos ao Senhor que confirme todos os consagrados na sua vocação e que os transforme na alegria do Evangelho. Suplicamos ainda o dom das vocações de consagração nas nossas dioceses e na Igreja, pois acreditamos que têm um lugar privilegiado na construção do Povo que se deixa transformar por Cristo e pela alegria do seu Evangelho. À solicitude materna de Nossa Senhora, pobre, casta e obediente, confiamos os frutos da Semana do Consagrado 2014, para a qual pedimos a sua intercessão junto de Deus.  
+ Virgílio do Nascimento Antunes 
Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

«Professo um só baptismo, para o perdão dos pecados» - PAPA FRANCISCO - AUDIÊNCIA GERAL 13.11.13

 
Queridos irmãos e irmãs,
No Credo, através do qual cada domingo fazemos a nossa profissão de fé, nós afirmamos: «Professo um só baptismo, para o perdão dos pecados». Trata-se da única referência explícita a um Sacramento no contexto do Credo. Com efeito, o Baptismo constitui a «porta» da fé e da vida cristã. Jesus Ressuscitado deixou aos Apóstolos esta exortação: «Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for baptizado será salvo» (Mc 16, 15-16). A missão da Igreja é evangelizar e perdoar os pecados através do sacramento baptismal. No entanto, voltemos às palavras do Credo. Esta expressão pode ser dividida em três pontos: «professo»; «um só baptismo»; e «para o perdão dos pecados». «Professo». O que quer dizer isto? É um termo solene, que indica a grande importância do objecto, ou seja, do Baptismo. Com efeito, pronunciando estas palavras, nós afirmamos a nossa verdadeira identidade de filhos de Deus. Num certo sentido, o Baptismo é o bilhete de identidade do cristão, a sua certidão de nascimento e o acto de nascimento na Igreja. Todos vós conheceis o dia em que nascestes e festejais o vosso aniversário, não é verdade? Todos nós festejamos o aniversário. Dirijo-vos uma pergunta, que já formulei outras vezes, mas volto a apresentá-la: quem de vós se recorda da data do seu próprio Baptismo? Levantem a mão: são poucos (e não o pergunto aos Bispos, para que não se envergonhem...). Mas façamos uma coisa: hoje, quando voltardes para casa, perguntai em que dia fostes baptizados, procurai, porque este é o vosso segundo aniversário. O primeiro é do nascimento para a vida e o segundo é do nascimento na Igreja. Fareis isto? É um dever que deveis fazer em casa: procuremos descobrir o dia em que nascemos na Igreja e demos graças ao Senhor porque no dia do Baptismo nos abriu a porta da sua Igreja. Ao mesmo tempo, ao Baptismo está ligada a nossa fé na remissão dos pecados. Com efeito, o Sacramento da Penitência ou Confissão é como um «segundo baptismo», que se refere sempre ao primeiro, para o consolidar e renovar. Neste sentido, o dia do nosso Baptismo é o ponto de partida de um caminho extremamente bonito, um caminho rumo a Deus que dura a vida inteira, um caminho de conversão que é continuamente fortalecido pelo Sacramento da Penitência. Pensai nisto: quando vamos confessar-nos das nossas debilidades, dos nossos pecados, vamos pedir o perdão de Jesus, mas vamos também renovar o Baptismo com este perdão. E isto é bom, é como festejar o dia do Baptismo em cada Confissão. Portanto, a Confissão não é uma sessão numa sala de torturas, mas é uma festa. A Confissão é para os baptizados, para manter limpa a veste branca da nossa dignidade cristã! Segundo elemento: «um só baptismo». Esta expressão evoca as palavras de são Paulo: «Um só Senhor, uma só fé, um só baptismo» (Ef 4, 5). Literalmente, a palavra «baptismo» significa «imersão» e, com efeito, este Sacramento constitui uma verdadeira imersão espiritual na morte de Cristo, da qual renascemos com Ele como criaturas novas (cf. Rm 6, 4). Trata-se de um lavacro de regeneração e iluminação. Regeneração, porque realiza aquele nascimento da água e do Espírito, sem a qual ninguém pode entrar no reino dos céus (cf. Jo 3, 5). Iluminação porque, através do Baptismo, a pessoa humana se torna repleta da graça de Cristo, «a verdadeira luz que a todo o homem ilumina» (Jo 1, 9), dissipando as trevas do pecado. Por isso na cerimónia do Baptismo, aos pais dá-se um círio aceso, para significar esta iluminação; o Baptismo ilumina-nos a partir de dentro com a luz de Jesus. Em virtude deste dom, o baptizado é chamado a tornar-se ele mesmo «luz» — a luz da fé que ele recebeu — para os irmãos, especialmente para quantos estão nas trevas e não vislumbram espirais de claridade no horizonte da própria vida. Podemos interrogar-nos: para mim, o Baptismo constitui um acontecimento do passado, isolado numa data, aquela que hoje vós procurareis, ou uma realidade viva, que diz respeito ao meu presente, a cada momento? Tu sentes-te forte, com o vigor que Cristo te oferece com a sua morte e ressurreição? Ou sentes-te abatido, esgotado? O Baptismo dá-te força e luz. Sentes-te iluminado, com aquela luz que vem de Cristo? És homem e mulher de luz? Ou és uma pessoa obscura, sem a luz de Jesus? É preciso assimilar a graça do Baptismo, que constitui uma dádiva, e tornar-se luz para todos! Finalmente, uma breve referência ao terceiro elemento: «para o perdão dos pecados». No sacramento do Baptismo são perdoados os pecados, o pecado original e todos os nossos pecados pessoais, assim como todas as penas do pecado. Mediante o Baptismo abre-se a porta a uma novidade de vida concreta, que não é oprimida pelo peso de um passado negativo, mas já pressente a beleza e a bondade do Reino dos céus. Trata-se de uma intervenção poderosa da misericórdia de Deus na nossa vida, para nos salvar. Esta intervenção salvífica não priva a nossa natureza humana da sua debilidade — todos nós somos frágeis, todos somos pecadores — e também não nos priva da responsabilidade de pedir perdão cada vez que erramos! Não me posso baptizar várias vezes, mas posso confessar-me e deste modo renovar a graça do Baptismo. É como se eu fizesse um segundo Baptismo. O Senhor Jesus é deveras bondoso e nunca se cansa de nos perdoar. Inclusive quando a porta que o Baptismo nos abriu para entrar na Igreja se fecha um pouco, por causa das nossas fraquezas e dos nossos pecados, a Confissão volta a abri-la precisamente porque é como um segundo Baptismo que nos perdoa tudo e nos ilumina para irmos em frente com a luz do Senhor. Vamos em frente assim, cheios de alegria, porque a vida deve ser vivida com o júbilo de Jesus Cristo; e esta é uma graça do Senhor!
Papa Francisco
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013
 





terça-feira, 12 de novembro de 2013

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Semana dos Seminários de 10-17 de Novembro 2013

“Do mesmo modo que recebestes Cristo Jesus, o Senhor, continuai a caminhar nele: enraizados e edificados nele, firmes na fé, tal como fostes instruídos, transbordando em acção de graças” (Cl 2, 6-7). A Semana dos Seminários constitui uma grande oportunidade para que todas as comunidades cristãs reavivem a consciência de que hão-de estar sempre abertas a acolher Cristo e a permitir que Ele se forme nelas. O caminho da descoberta da vocação sacerdotal passa sempre pela comunidade cristã que possibilita às crianças e aos jovens esse encontro marcante com Cristo, que chama, transforma e envia.

Oração pelos Seminários

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

PAPA FRANCISCO - AUDIÊNCIA GERAL 06.11.13



Queridos irmãos e irmãs,
O artigo do Credo, em que professamos «a comunhão dos santos», afirma duas coisas: a comunhão entre as pessoas santas e a comunhão nas coisas santas, ou seja, nos sacramentos, nos carismas e na caridade. Assim cada encontro com Cristo, que nos sacramentos nos dá a salvação, convida-nos a ir ao encontro dos outros levando-lhes esta salvação que pudemos ver, tocar e receber; e que é credível porque é amor. Temos depois os carismas: são predisposições, inspirações e impulsos interiores, que surgem na consciência e na experiência das pessoas para ser postos ao serviço da comunidade. Todos somos chamados a respeitar os carismas em nós e nos outros, como nos recomendou São Paulo: «Não apagueis o Espírito». Finalmente, a comunhão na caridade: não uma “caridadezinha” para descargo de consciência, mas uma comunhão que nos leva a entrar de tal maneira nas alegrias e dores alheias que as assumimos sinceramente como nossas. Abramo-nos à comunhão com Jesus nos sacramentos, nos carismas e na caridade, para vivermos de maneira digna da nossa vocação cristã.

Papa Francisco
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 06 de Novembro de 2013

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Tweet do Papa Francisco (@Pontifex_pt)

Papa Francisco (@Pontifex_pt)
A nossa oração não pode ficar reduzida a uma hora, ao domingo; é importante encontrar diariamente o Senhor.

Tweet do Papa Francisco (@Pontifex_pt)

Papa Francisco (@Pontifex_pt)
Seguir a Jesus quer dizer dar-Lhe o primeiro lugar, despojando-nos das muitas coisas que sufocam o nosso coração.

Tweet do Papa Francisco (@Pontifex_pt)

Papa Francisco (@Pontifex_pt)
O crucifixo não nos fala de derrota, de fracasso; fala-nos de um Amor que vence o mal e o pecado.

Tweet do Papa Francisco (@Pontifex_pt)

Papa Francisco (@Pontifex_pt)
O crucifixo não nos fala de derrota, de fracasso; fala-nos de um Amor que vence o mal e o pecado.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Maria como imagem e modelo da Igreja - PAPA FRANCISCO - AUDIÊNCIA GERAL 23.10.13


Queridos irmãos e irmãs,
Continuando as catequeses sobre a Igreja, hoje gostaria de contemplar Maria como imagem e modelo da Igreja. E faço-o, retomando uma expressão do Concílio Vaticano II. Lê-se na Constituição Lumen gentium: «A Mãe de Deus é o modelo e a figura da Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo, como já ensinava santo Ambrósio» (n. 63). 1. Comecemos a partir do primeiro aspecto: Maria, como modelo de fé. Em que sentido Maria representa um modelo para a fé da Igreja? Pensemos em quem era a Virgem Maria: uma jovem judia que, com todo o seu coração, esperava a redenção do seu povo. Mas naquele coração de jovem filha de Israel havia um segredo, que Ela mesma ainda não conhecia: no desígnio de amor de Deus, estava destinada a tornar-se a Mãe do Redentor. Na Anunciação, o Mensageiro de Deus chama-lhe «cheia de graça», revelando-se este desígnio. Maria responde «sim» e, a partir daquele momento, a fé de Maria recebe uma luz nova: concentra-se em Jesus, o Filho de Deus que dela recebeu a carne e em quem se realizam as promessas de toda a história da salvação. A fé de Maria é o cumprimento da fé de Israel, pois nela está concentrado precisamente todo o caminho, toda a senda daquele povo que esperava a redenção, e neste sentido Ela é o modelo da fé da Igreja, que tem como fulcro Cristo, encarnação do amor infinito de Deus. Como viveu Maria esta fé? Viveu-a na simplicidade dos numerosos trabalhos e preocupações de cada mãe, como prover à comida, à roupa, aos afazeres de casa... Precisamente esta existência normal de Senhora foi o terreno onde se desenvolveram uma relação singular e um diálogo profundo entre Ela e Deus, entre Ela e o seu Filho. O «sim» de Maria, já perfeito desde o início, cresceu até à hora da Cruz. Ali a sua maternidade dilatou-se, abarcando cada um de nós, a nossa vida, para nos orientar rumo ao seu Filho. Maria viveu sempre imersa no mistério do Deus que se fez homem, como sua primeira e perfeita discípula, meditando tudo no seu coração, à luz do Espírito Santo, para compreender e pôr em prática toda a vontade de Deus. Podemos interrogar-nos: deixamo-nos iluminar pela fé de Maria, que é nossa Mãe? Ou então pensamos que Ela está distante, que é demasiado diversa de nós? Nos momentos de dificuldade, de provação, de obscuridade, olhamos para Ela como modelo de confiança em Deus que deseja, sempre e somente, o nosso bem? Pensemos nisto, talvez nos faça bem voltar a encontrar Maria como modelo e figura da Igreja nesta fé que Ela tinha! 2. Venhamos ao segundo aspecto: Maria, modelo de caridade. De que modo Maria é para a Igreja exemplo vivo de amor? Pensemos na sua disponibilidade em relação à sua prima Isabel. Visitando-a, a Virgem Maria não lhe levou apenas uma ajuda material — também isto — mas levou-lhe Jesus, que já vivia no seu ventre. Levar Jesus àquela casa significava levar o júbilo, a alegria completa. Isabel e Zacarias estavam felizes com a gravidez, que parecia impossível na sua idade, mas é a jovem Maria que lhes leva a alegria plena, aquela que vem de Jesus e do Espírito Santo e que se manifesta na caridade gratuita, na partilha, no ajudar-se, no compreender-se. Nossa Senhora quer trazer também a nós, a todos nós, a dádiva grandiosa que é Jesus; e com Ele traz-nos o seu amor, a sua paz e a sua alegria. Assim a Igreja é como Maria: a Igreja não é uma loja, nem uma agência humanitária; a Igreja não é uma ONG, mas é enviada a levar a todos Cristo e o seu Evangelho; ela não leva a si mesma — seja ela pequena, grande, forte, ou frágil, a Igreja leva Jesus e deve ser como Maria, quando foi visitar Isabel. O que lhe levava Maria? Jesus. A Igreja leva Jesus: este é o centro da Igreja, levar Jesus! Se, por hipótese, uma vez acontecesse que a Igreja não levasse Jesus, ela seria uma Igreja morta! A Igreja deve levar a caridade de Jesus, o amor de Jesus, a caridade de Jesus. Falamos de Maria, de Jesus. E nós? Nós que somos a Igreja? Qual é o amor que levamos aos outros? É o amor de Jesus que compartilha, perdoa e acompanha, ou então é um amor diluído, como se dilui o vinho que parece água? É um amor forte ou frágil, a ponto de seguir as simpatias, procurar a retribuição, um amor interesseiro? Outra pergunta: Jesus gosta do amor interesseiro? Não, não gosta, porque o amor deve ser gratuito, como o seu. Como são as relações nas nossas paróquias, nas nossas comunidades? Tratamo-nos como irmãos e irmãs? Ou julgamo-nos, falamos mal uns dos outros, cuidamos cada um dos próprios «interesses», ou prestamos atenção uns dos outros? São perguntas de caridade! 3. E, brevemente, um último aspecto: Maria, modelo de união com Cristo. A vida da Virgem Santa foi a existência de uma mulher do seu povo: Maria rezava, trabalhava, ia à sinagoga... Mas cada gesto era realizado sempre em união perfeita com Jesus. Esta união alcança o seu apogeu no Calvário: aqui Maria une-se ao Filho no martírio do coração e na oferenda da sua vida ao Pai, para a salvação da humanidade. Nossa Senhora fez seu o sofrimento do Filho, aceitando com Ele a vontade do Pai naquela obediência fecunda, que confere a vitória genuína sobre o mal e a morte. É muito bonita esta realidade que Maria nos ensina: estarmos sempre unidos a Jesus. Podemos perguntar: recordamo-nos de Jesus só quando algo não funciona e temos necessidades, ou a nossa relação é constante, uma amizade profunda, mesmo quanto se trata de o seguir pelo caminho da cruz? Peçamos ao Senhor que nos conceda a sua graça, a sua força, a fim de que na nossa vida e na existência de cada comunidade eclesial se reflicta o modelo de Maria, Mãe da Igreja. Assim seja!
Papa Francisco
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 23 de Outubro de 2013


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Processo de beatificação da religiosa falecida na Madeira está na reta final - Vida da Irmã Mary Wilson foi exemplo de caridade junto dos mais necessitados

Vida da Irmã Mary Wilson foi exemplo de caridade junto dos mais necessitados

Processo de beatificação da religiosa falecida na Madeira está na reta final

Lisboa, 14 out 2013 (Ecclesia) – A irmã Ilda Tomás, superiora geral das Vitorianas, disse hoje que os avanços no processo de beatificação da fundadora da Congregação, Mary Jane Wilson, são o reconhecimento de uma “vida de caridade para com todos os necessitados”.
“A notícia recentemente publicada (sexta-feira, ndr) sobre a heroicidade das virtudes da irmã Mary Jane Wilson, era já muito esperada e sobretudo desejada, por isso trouxe grande satisfação a todos os seus devotos que acreditam seriamente na santidade desta mulher forte, que viveu toda voltada para Deus e toda dedicada aos necessitados de qualquer espécie”, refere a responsável, em declarações à Agência ECCLESIA.
O Papa Francisco aprovou a publicação do decreto que reconhece as ‘virtudes heroicas’ de Mary Jean Wilson (1840-1916), que faleceu na Madeira e ali fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias.
A religiosa, filha de pais ingleses, nasceu na Índia, a 3 de outubro de 1840, e morreu em Câmara de Lobos, a 18 de outubro de 1916, após um percurso de vida que a fez converter-se do anglicanismo ao catolicismo, assumindo o nome de irmã Maria de São Francisco.
O reconhecimento das “virtudes heroicas” é uma fase do processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, e permite que, após a verificação de um milagre atribuído à intercessão da irmã Wilson, tenha lugar a sua beatificação, penúltima etapa para a declaração da santidade.
A religiosa recebeu o batismo em França, em 1874, e chegou à Madeira em maio de 1881, como enfermeira de uma doente inglesa.
Após ter-se fixado no Funchal, dedicou-se à catequese das crianças, aos doentes e à educação, tendo instituído diversas obras a favor dos pobres.
A superiora geral das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias destaca que muitas das iniciativas iniciadas pela religiosa de origem britânica continuam vivas graças à Congregação que fundou a 15 de janeiro de 1884.
“Ao longo dos mais de trinta anos que viveu na Madeira, foi uma mulher admirada por muitos, amada pelos pobres, exaltada pelo povo, invejada por ambiciosos, rejeitada e expulsa pelos maçónicos, exilada, mas sempre desejada, e por fim retornada para começar tudo de novo, aos 71 anos, vivendo no escondimento”, destaca a irmã Ilda Tomás.
Em outubro de 1910, com a revolução republicana, a congregação foi extinta e a irmã Wilson, depois de presa, foi expulsa para a Inglaterra, acabando por regressar um ano depois à Madeira, onde faleceu, em 1916, no Convento de São Bernardino (Câmara de Lobos).
O processo de canonização teve início na Diocese do Funchal, em 1991.
“A sua passagem por este mundo deixou um rasto de humanidade e um fulgor de santidade que os anos críticos do pós-República não conseguiram apagar. A divulgação da sua vida e obra tem suscitado muitos devotos, tanto em Portugal como no estrangeiro”, refere a superiora geral das Vitorianas.
A responsável fala num “momento e de profunda alegria, de louvor e ação de graças a Deus por este reconhecimento” do Papa e, ao mesmo tempo, num “importante estímulo a conhecer cada vez melhor” a vida da irmã Wilson.
OC

Rezar cantando

Alguma música

O tempo em Santana