Diocese do Funchal - Ano Pastoral 2018 / 2019 - "Ser Cristão, viver em Missão" Ano Missionário extraordinário: "Todos, tudo e sempre em Missão"
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Monumento a Madre Wilson perpetua acção meritória

A cidade de Santa Cruz tem a partir de agora um “grupo escultórico” em memória de Madre Mary Wilson, a fundadora das Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias. A inauguração, ontem de manhã, contou com a presença do Cardeal D. Manuel Monteiro de Castro, do Bispo do Funchal, D. António Carrilho, várias entidades oficiais, familiares da Irmã Wilson e a Superiora-Geral da Congregação, Ilda Tomás. A escultura tem cerca de dois metros de altura é da autoria de Luís Alves Paixão e foi executada em betão branco. Está localizada no jardim municipal entre a igreja paroquial de Santa Cruz e a Misericórdia local; e na legenda lê-se: “Irmã Maria de São Francisco Wilson (1840-1916).” Nas intervenções alusivas ao acontecimento, que foi presenciado por muita gente, salientou-se a “grande personalidade” e a “obra histórica” de Madre Wilson, apelidada de “Boa Mãe” em toda a Madeira e que ficou ainda conhecida como “Anjo da Caridade”, lembrou na cerimónia da bênção o Bispo do Funchal. “Ela fez tanto pelas crianças, idosos e pobres de toda a espécie de valores”; a sua “acção deu-se em todos os campos”, com “um coração grande e olhos grandes para ver a necessidade da nossa gente”, referiu. “Esta escultura fica a lembrar o carinho, atenção, ternura, solicitude, na linha da caridade. Não é apenas uma imagem para os crentes contemplarem, é uma mulher crente e santa que serve de exemplo para crentes e não crentes, para todos aqueles que têm boa vontade, desejam servir os seus irmãos com toda a simplicidade para quem tiver bom coração, assim desejamos”, acrescentou D. António Carrilho. Discurso de “gratidão” foi o que fez também o pároco de Santa Cruz, cónego Agostinho de Carvalho. “Toda esta zona de Santa Cruz está muito reconhecida a Madre Wilson, desde a construção da Misericórdia, até às escolas; e deixou uma marca em tudo, vale a pena imitar esta mulher extraordinária”, disse. Por seu lado, a Irmã Ilda Tomás, lembrou que “este lugar fala da Irmã Wilson como poucos, é justa esta homenagem e muito oportuna neste ano em que a Diocese do Funchal celebra 500 anos de existência”. “A Irmã Wilson foi uma figura inesquecível, numa etapa muito especial da vida da Igreja que se inscreve dentro deste tempo devido à sua acção caritativa e apostólica”, sublinhou. O seu exemplo intemporal foi ainda salientado por outros oradores, como os “três sobrinhos em terceiro grau” de Madre Wilson que participaram na cerimónia, “muito agradecidos e muito felizes por ter uma tia assim, ela é de facto uma grande mulher”. Refira-se ainda um “hino” cantado pelas crianças das Escolas Santo Condestável (Camacha) e Arendrup (Santo da Serra).

VERA LUZA
in Jornal da Madeira 03.02.14

Papa Francisco associa-se a cerimónia de homenagem a Madre Wilson


O Papa Francisco associou-se hoje à celebração de homenagem a Madre Mary Wilson (1840-1916), a fundadora das Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias, com "uma bênção apostólica e indulgência plenária", de que foi portador o cardeal Manuel Monteiro de Castro que presidiu a uma missa solene na Sé do Funchal, com vários sacerdotes, fiés, religiosos (as) e as principais entidades oficiais da região. "Sejam estas minhas primeiras palavras portadoras de uma saudação cordial do Santo Padre Francisco a todos os presentes", disse no início da sua homilia. Na sua mensagem, destacou os "quatro períodos fundamentais" da vida e obra de Madre Wilson na Madeira, no meio de particulares dificuldades, em especial durante a implantação da República, em que sofreu o exílio. Apesar de tudo, ela soube ultrapassar as diversas vicissitudes com as "graças de Deus" e porque "nunca ficava pelas meias medidas. Controlava as suas ações e fazia a sua escolha sempre guiada pela vontade de Deus, que era a luz do seu caminho. O seu exemplo de caridade é sempre atual e necessário para todos nós, tanto ontem como hoje, quando muitas vezes somos postos à prova num mundo secularizado e frio", sublinhou o cardeal português. Outro momento memorável da ação providencial na Madeira, através de Madre Wilson, foi o combate à varíola, no início do século XX, lembrou ainda D. Manuel Monteiro de Castro. "Um dos momentos que mais nos ilumina, é aquele que foi cuidar dos doentes com varíola, no Lazareto, cuidando de todos eles, amando-os como uma mãe. Ali entregou a sua vida como Jesus Cristo, sem ter medo de morrer. Uma atitude de caridade excelente pela qual começou a extinguir essa peste aqui na Madeira", referiu. Antes desta celebração na Sé, recorde-se, o cardeal Monteiro de Castro marcou também presença na cerimónia de inauguração de uma escultura dedicada à Boa Mãe, em Santa Cruz, acompanhado pelo bispo do Funchal, António Carrilho, e outras entidades.

in Jornal da Madeira 03.02.14

sábado, 25 de janeiro de 2014

Semana do Consagrado - 26 de Janeiro a 02 de Fevereiro 2014

1. O Consagrado é outro Cristo 
A maior riqueza da Igreja está na possibilidade que lhe foi confiada de fazer de cada pessoa outro Cristo por meio do Batismo. Esta é a transformação mais radical que o Sacramento opera e que pode ser assumida na vivência da fé eclesial. Os Consagrados são, na Igreja, aqueles que receberam a vocação de testemunhar com a totalidade da sua pessoa esta nova realidade, por meio de uma configuração perfeita com o Senhor Jesus Cristo, expressa na vivência dos conselhos evangélicos da pobreza, da castidade e da obediência. Assumem uma forma específica de viver, transformados por Cristo, caraterizada pela radicalidade do seu estilo de vida. Esse é o contributo que a Igreja lhes pede e de que o mundo precisa como auxílio para vislumbrar o rosto de Deus. Há uma parte da missão da Igreja que não pode ter a expressão adequada sem a ação destes homens e mulheres totalmente imbuídos de Cristo, transformados por Cristo, rosto de Cristo.

2. O Consagrado encarna a alegria do Evangelho
A vocação de consagração é fruto da descoberta do significado mais profundo da alegria do Evangelho. Não se baseia nas alegrias ou satisfações do mundo, mas fundamenta-se em Deus, no Evangelho de Jesus Cristo, que é anuncio de salvação para os pobres e pecadores, já sobre esta terra, mas sempre a apontar para a alegria definitiva da comunhão com Ele, no Céu. Face a tantas insatisfações produzidas pela busca insaciável de alegrias fugazes, o Consagrado tem uma experiência de vida diferente a apresentar: o de uma alegria serena, discreta, sóbria, pacificadora. Esse testemunho tem tanto mais valor e capacidade de persuasão quanto mais é autêntico, vivido e sentido, quanto mais radica na comunhão com Cristo e com o Seu Evangelho. Neste sentido, podemos dizer que o Consagrado assume a vocação de ser, na Igreja, o Evangelho vivo da alegria, que seduz, irradia, transforma e conduz à conversão.

3. O Consagrado proclama a alegria do Evangelho 
Como toda a vocação cristã, a vocação de consagração inclui sempre as duas dimensões: viver e anunciar, ser discípulo e missionário. No respeito pela especificidade de cada um dos carismas fundadores, há um dinamismo comum a todos, que precisa de ser potenciado de forma adequada nas presentes circunstâncias da vida da Igreja. Os consagrados têm a especial missão de ocupar lugar ativo na “Igreja em saída” (cf. Evangelii gaudium 20), convocada pelo Papa Francisco para fazer a Evangelização do mundo. Homens e mulheres esperam esses momentos de graça, que serão de encontro com o Deus da vida e da alegria, mediados pelos que assumiram deixar-se transformar pela novidade do Evangelho.

4. Gratidão da Igreja 
Em nome da Igreja em Portugal agradecemos a todos os consagrados que, entre nós, têm sido um esplendoroso sinal do Deus que acolhe e ama todos os seus filhos, com especial predileção pelos mais pobres. Pedimos ao Senhor que confirme todos os consagrados na sua vocação e que os transforme na alegria do Evangelho. Suplicamos ainda o dom das vocações de consagração nas nossas dioceses e na Igreja, pois acreditamos que têm um lugar privilegiado na construção do Povo que se deixa transformar por Cristo e pela alegria do seu Evangelho. À solicitude materna de Nossa Senhora, pobre, casta e obediente, confiamos os frutos da Semana do Consagrado 2014, para a qual pedimos a sua intercessão junto de Deus.  
+ Virgílio do Nascimento Antunes 
Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios

A Partilha nº 133 - 26 de Jan a 02 de Fev de 2014

https://dl.dropboxusercontent.com/u/15938620/26%20de%20Jan%20a%2002%20de%20Fev%20de%202014B.pdf
 https://dl.dropboxusercontent.com/u/15938620/26%20de%20Jan%20a%2002%20de%20Fev%20de%202014B.pdf

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Processo de beatificação da religiosa falecida na Madeira está na reta final - Vida da Irmã Mary Wilson foi exemplo de caridade junto dos mais necessitados

Vida da Irmã Mary Wilson foi exemplo de caridade junto dos mais necessitados

Processo de beatificação da religiosa falecida na Madeira está na reta final

Lisboa, 14 out 2013 (Ecclesia) – A irmã Ilda Tomás, superiora geral das Vitorianas, disse hoje que os avanços no processo de beatificação da fundadora da Congregação, Mary Jane Wilson, são o reconhecimento de uma “vida de caridade para com todos os necessitados”.
“A notícia recentemente publicada (sexta-feira, ndr) sobre a heroicidade das virtudes da irmã Mary Jane Wilson, era já muito esperada e sobretudo desejada, por isso trouxe grande satisfação a todos os seus devotos que acreditam seriamente na santidade desta mulher forte, que viveu toda voltada para Deus e toda dedicada aos necessitados de qualquer espécie”, refere a responsável, em declarações à Agência ECCLESIA.
O Papa Francisco aprovou a publicação do decreto que reconhece as ‘virtudes heroicas’ de Mary Jean Wilson (1840-1916), que faleceu na Madeira e ali fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias.
A religiosa, filha de pais ingleses, nasceu na Índia, a 3 de outubro de 1840, e morreu em Câmara de Lobos, a 18 de outubro de 1916, após um percurso de vida que a fez converter-se do anglicanismo ao catolicismo, assumindo o nome de irmã Maria de São Francisco.
O reconhecimento das “virtudes heroicas” é uma fase do processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, e permite que, após a verificação de um milagre atribuído à intercessão da irmã Wilson, tenha lugar a sua beatificação, penúltima etapa para a declaração da santidade.
A religiosa recebeu o batismo em França, em 1874, e chegou à Madeira em maio de 1881, como enfermeira de uma doente inglesa.
Após ter-se fixado no Funchal, dedicou-se à catequese das crianças, aos doentes e à educação, tendo instituído diversas obras a favor dos pobres.
A superiora geral das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias destaca que muitas das iniciativas iniciadas pela religiosa de origem britânica continuam vivas graças à Congregação que fundou a 15 de janeiro de 1884.
“Ao longo dos mais de trinta anos que viveu na Madeira, foi uma mulher admirada por muitos, amada pelos pobres, exaltada pelo povo, invejada por ambiciosos, rejeitada e expulsa pelos maçónicos, exilada, mas sempre desejada, e por fim retornada para começar tudo de novo, aos 71 anos, vivendo no escondimento”, destaca a irmã Ilda Tomás.
Em outubro de 1910, com a revolução republicana, a congregação foi extinta e a irmã Wilson, depois de presa, foi expulsa para a Inglaterra, acabando por regressar um ano depois à Madeira, onde faleceu, em 1916, no Convento de São Bernardino (Câmara de Lobos).
O processo de canonização teve início na Diocese do Funchal, em 1991.
“A sua passagem por este mundo deixou um rasto de humanidade e um fulgor de santidade que os anos críticos do pós-República não conseguiram apagar. A divulgação da sua vida e obra tem suscitado muitos devotos, tanto em Portugal como no estrangeiro”, refere a superiora geral das Vitorianas.
A responsável fala num “momento e de profunda alegria, de louvor e ação de graças a Deus por este reconhecimento” do Papa e, ao mesmo tempo, num “importante estímulo a conhecer cada vez melhor” a vida da irmã Wilson.
OC

Rezar cantando

Alguma música

O tempo em Santana